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segunda-feira, 31 de março de 2014

30 e 31 de MARÇO DE 1.964 - FIM DA LINHA ... FIM DE JANGO ... ENFIM ...


Num intervalo de 17 dias, entre os dias 13 e 30 de Março de 1964,o Presidente João Goulart conseguiu avançar de modo competente para um penhasco, cuja trilha ele mesmo construiu.

Um Presidente fraco, cercado de bons conselheiros, mas a quem não ouvia, péssimos palpiteiros a quem se deixava levar, personalidade sofrível, um cunhado em ebulição ( Leonel Brizola ), um oficialato militar revoltado com sua postura agônica, economia trágica.

O que mais faltava ?

Há poucos dias havia sido solidário com marinheiros e sargentos sublevados e promovido um patrocínio a uma quebra de hierarquia dentro da Marinha, sem precedentes.

Estava tudo programado pelo Presidente.

Na noite de 30 de Março de 1964, discursaria para um auditório de suboficiais e sargentos reunidos no Automóvel Clube, na Cinelândia, Rio de Janeiro. Ele estava disposto a consolidar-se no poder. Achava que aquele era o seu momento.

Havia sido aconselhado. Não ouviu.

Estacionou sua Mercedes em frente ao Automóvel Clube. Foi saudado pelos sargentos.
O personagem mais aplaudido da noite foi cabo Anselmo. Recebeu um enorme abraço do ex-comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, Cândido Aragão, " um Almirante do Povo ".




Jango iniciou seu discurso quando já se passava das 22h de 30 de Março.

Resolveu improvisar na parte decisiva do discurso !!!





" A crise que se manifesta no país foi provocada pela minoria de privilegiados que vive de olhos voltados para o passado e teme enfrentar o luminoso futuro que se abrirá à democracia pela integração de milhões de patrícios nossos ".

" Quem fala em disciplina, senhores sargentos, quem a alardeia, quem procura intrigar o Presidente da República com as Forças Armadas em nome da disciplina são os mesmo que, em 1961, em nome da disciplina e da pretensa ordem e legalidade que eles diziam defender, prenderam dezenas de sargentos ".

Pronto !  Jango conseguiu ! Fez um discurso incendiário.



Ouça o Link:

https://www.youtube.com/watch?v=KosJaM65WZc.



Veja o Link da Capa do Jornal Folha de S.Paulo de 30 e 31 de Março de 1964:

http://acervo.folha.com.br/fsp/1964/03/30/2//4448373

http://acervo.folha.com.br/fsp/1964/03/31/2//4448415


Às 23:30h, Jango estava de volta ao Palácio das Laranjeiras.

No início da madrugada de 31 de março de 1964, por volta das 02h, em Juiz de Fora, Minas Gerais, o General Olympio Mourão Filho, Comandante da 4ª Região Militar, resolveu !




Anotou em seu diário, às 03:15h de 31 de Março:

" Vou partir agora para a luta às 05 horas da manhã, dentro de 1 hora e 50 minutos, em más condições, portanto, porque serei obrigado a parar no meio do caminho e o Exército inteiro vem contra mim, como aconteceu em São Paulo em 1932. Ninguém me prenderá. Morrerei lutando. "

A essas alturas, Mourão já havia chamado a Juiz de Fora, o General Antônio Carlos Muricy para comandar a tropa.

Mourão inicia a sequência de telefonemas que efetivariam o contragolpe.

1ª ligação para o deputado Armando Falcão;

2ª ligação, o deputado liga para o Chefe do Estado-Maior, Castello Branco;

3ª ligação, o General Castello liga para o irmão e pede que o mesmo desse avise  Amaury Kruel, de São Paulo;

4ª ligação, o General Castello liga para o banqueiro José Luís de Magalhães Lins, sobrinho do Governador Magalhães Pinto; o Governador pediu para avisar que o movimento não tinha volta.

Castello Branco chega ao seu gabinete às 10h.

Por volta das 16h, Castello sai do prédio do Ministério da Guerra junto com Ernesto Geisel.

Às 17h, as tropas comandadas pelo General Muricy estavam paradas na Estação Paraibuna. Costa e Silva estava muito reticente.

Kruel até esse momento, paralisado !!  Todos aguardavam alguma manifestação de Amaury Kruel.

Nada ...

Jango estava lá, inerte, vacilante e dentro de um imobilismo que funcionou como detergente para as forças que o apoiavam.

Finalmente, por volta das 22h de 31 de Março de 1964, Amaury Kruel liga para o amigo Jango e pede para que o Presidente rompa com a esquerda.

Pede que demita o Ministro da Justiça Abelardo Jurema e Darcy Ribeiro do Gabinete Civil.

Jango respondeu rispidamente:

" General, eu não abandono os meus amigos. Se essas são as suas condições, eu não as examino. Prefiro ficar com as minhas origens. O senhor que fique com as suas convicções. Ponha as tropas na rua e traia abertamente ".

Kruel aderiu !

Para reverter a situação, Jango precisava golpear o Congresso Nacional, intervir nos governos de Minas Gerais, São Paulo e Guanabara, expurgar uma parte da oficialidade das Forças Armadas, censurar a imprensa, amparar-se no " dispositivo ", na suboficialidade e na máquina sindical filocomunista.

Demais para um Jango só !!!

Assim terminou o cenário em 31 de Março de 1964.













 

sexta-feira, 28 de março de 2014

SAULO GOMES - Rádio Mayrink Veiga




Saulo Gomes, repórter e diretor de jornalismo da Rádio Mayrink Veiga, lembra a cobertura da Revolta dos Marinheiros no Rio de Janeiro.





Veja o Link:

https://www.youtube.com/watch?v=IU7KtiUuRis


 

quinta-feira, 27 de março de 2014

27 e 28 de Março de 1964



A Crise na Marinha


O término da crise deu-se com o pedido de demissão do Ministro Silvio Mota, com a anistia dos marinheiros rebeldes pelo próprio Presidente da República, com a exaltação do cabo Anselmo

CABO ANSELMO AO CENTRO


como grande líder da rebelião, com a afronta do Almirante Aragão ao posar em foto com os rebeldes, para a posteridade, com a indicação de um Almirante da reserva, alinhado ao Partido Comunista, para assumir o ministério.


LIBERDADE AOS REBELDES

Termina a rebelião com a clara evidência de ter havido insubordinação dentro da Força e omissão por parte de Jango em disciplinar os manifestantes.


A AFRONTA DO ALMIRANTE ARAGÃO

Estamos, dessa forma, por 3 dias ...

Faltam 3 dias para o fim da era Jango.


Veja os Links da Capa do Jornal Folha de S. Paulo:

http://acervo.folha.com.br/fsp/1964/03/28/2//4448263

http://acervo.folha.com.br/fsp/1964/03/29/2//4448285

quarta-feira, 26 de março de 2014

25 e 26 de Março de 1964


A Rebelião dos Marinheiros

Chega a Semana Santa e o Presidente João Goulart viaja para São Borja - RS.

Na Marinha, chegava-se ao ápice de uma crise entre marinheiros e oficiais.

Realizou-se na noite do dia 25 de Março de 1964, no Palácio do Aço, sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, controlado pelo PCB, a solenidade comemorativa do 2º Aniversário da fundação da Associação de Marinheiros e Fuzileiros Navais, com o comparecimento de cerca de 3.000 pessoas.






O Ministro da Marinha, o Almirante Silvio Mota sempre considerou essa Associação como uma organização parassindical infiltrada pelo PCB. Por isso, essa comemoração estava por ele proibida.

De imediato, o Ministro manda prender doze graduados que compactuavam com a realização da solenidade proibida.

Marinheiros, cabos e sargentos amotinaram-se no Palácio do Aço durante 4 dias, recusando-se a abandoná-lo, a não ser que as punições fossem revogadas. Uma tropa de 23 fuzileiros foi enviada ao Palácio para efetuar o desalojamento dos amotinados, mas terminaram por aderir ao motim.
Clima de insurreição deflagrado !

A crise somente se encerra quando oficiais do Gabinete Militar da Presidência sentam-se à mesa com o líder da rebelião, o marinheiro de 1ª classe, José Anselmo dos Santos, mais conhecido como cabo Anselmo.





Essa solução gera uma dupla humilhação para a oficialidade da Marinha:

Primeiro:  os marinheiros presos haviam sido levados para quartéis do Exército;
Segundo:  depois de soltos, saíram em passeata pelo Rio de Janeiro, carregando nos ombros dois Almirantes de esquerda.

Resultado: o Ministro Silvio Mota pede demissão.

Jango volta ao Rio de Janeiro e não consegue nomear nenhum oficial da ativa da Marinha para substituí-lo, tamanha a humilhação imposta a essa Força.

Coube a nomeação de Paulo Mário da Cunha Rodrigues, do quadro da reserva, muito próximo da Partido Comunista.



Dessa forma, a falta efetiva de punição aos rebelados, e da avaliação se suas reivindicações, piorou muito a situação.

De reunião em reunião, o Presidente João Goulart, não tomou nenhuma medida disciplinadora.

Foi conivente com a insubordinação dentro da Força.

Sua situação se complica ainda mais.

Faltam 5 dias para o desfecho de seu governo.


Veja o Link da Capa do Jornal Folha de S.Paulo, de 27 de Março de 1964:

http://acervo.folha.com.br/fsp/1964/03/27/2//4448243



 

segunda-feira, 24 de março de 2014

24 de Março de 1964 - FALTA 1 SEMANA





No dia 24 de Março de 1964, o Brasil estava por 7 dias.

A situação de momento era a seguinte:

O Ministro da Guerra, Jair Dantas Ribeiro, apoiava Jango com todas as forças.



O I Exército, controlador das tropas do Rio de Janeiro, era comandado pelo General Armando de Moraes Âncora, muito amigo do Ministro Dantas. Se porventura Âncora titubeasse, logo abaixo dele estava o General Oromar Osório, da mesma forma simpático ao governo e que, se incluía no rol dos chamados " Generais do Povo ".


Gal. Âncora
 
O II Exército, em São Paulo, era comandado pelo General Amaury Kruel, amigo e compadre de Jango, a quem já tinha servido como Chefe de Gabinete Militar e Ministro da Guerra.

Gal. Kruel


O III Exército, reunia as tropas do Sul e era comandado pelo General Benjamin Rodrigues Galhardo, que era tão leal ao " dispositivo " do General Argemiro de Assis Brasil quanto Âncora.

Havia ainda uma Base Militar do Partido Comunista Brasileiro ( PCB ) denominada Setor Mil, que mantinham militares que gravitavam em torno do PCB, onde apenas Prestes e mais dois membros da Comissão Executiva sabiam quem eram.

Alguns Militares de expressão haviam sido, por assim dizer, remanejados em suas funções.

Orlando Geisel, que fora Chefe de Gabinete do Ministro da Guerra, passou a chefiar baterias de telefone na subdiretoria de material de engenharia;


Orlando Geisel



Ernesto Geisel, irmão de Orlando, que comandara a Guarnição do Paraná, passou para a 2ª Subchefia do Departamento de Provisão Geral - estoque de papéis.





Golbery do Couto e Silva, passou voluntariamente para a reserva em 1961. Tomou asco dos militares ruins.



O Quatro-Estrelas, Arthur da Costa e Silva, ex-Comandante do IV e II Exército, ficou incumbido de comandar um contingente de 20 homens no Departamento de Produção e Obras.

Em Minas Gerais, 2 Generais tinham poder.

O General Carlos Luiz Guedes, era o Comandante da Infantaria Divisionária/4 e o General Olympio Mourão Filho, da 4ª Região Militar/RM e da 4ª Divisão de Infantaria.


Gal. Guedes

Gal. Olympio
                                            



                                                     



O General Humberto de Alencar Castello Branco, estava na Chefia do Estado-Maior do Exército, uma função operacionalmente inócua. Comandava o 6º Andar do prédio do Ministério da Guerra, no centro do Rio de Janeiro.



sábado, 22 de março de 2014

CepraJud para Quem ??? Para 22 de Março de 2014 ???



Muito curioso !

Há 2 atos programados para hoje:

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade, de caráter conservador, que sai da Praça da República às 15h com direção à Praça da Sé e

a Marcha Antigolpista Ditadura Nunca Mais, convocada especificamente para fazer o contraponto à primeira, que sai da Praça da Sé às 15h com direção à Luz.

Curiosamente, o presidente do Tribunal de Justiça, Renato Nalini, inaugura hoje, o início do funcionamento do Ceprajud ( Centro de Pronto Atendimento Judiciário ), um grupo especial que pretende agilizar a transformação de inquéritos em processos criminais.

Trata-se de um sistema de análise imediata de prisões que sejam realizadas nas marchas de hoje ...

Um grupo de juízes terá uma escala específica de trabalho para analisar as prisões em protestos previstos para hoje, onde poderão ser acionados a qualquer momento até por mensagens de celular.

Dois pontos:

Essa eficiência toda já não deveria existir para o dia-dia, em situações triviais ?

Essa decisão, hoje, tenta inibir ou coibir algum direito de manifestação ?

Curioso !!!

 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Circular Reservada de Castello Branco



A reativa Marcha da Família ocorreu no dia 19 de Março de 1964.

Nesse contexto, um dos mais respeitados Generais quatro-estrelas era Humberto de Alencar Castello Branco.




Estava há menos de 1 ano na chefia do Estado-Maior do Exército. Comandava o 6º andar do prédio do Ministério da Guerra, no centro do Rio de Janeiro.

Como já vimos aqui, o Ministro da Guerra Jair Dantas Ribeiro, apoiava e Jango e foi cumprimentá-lo na saída do Comício do dia 13. Isso deixou Castello estarrecido !

No dia 20 de Março de 1964, uma semana após o Comício, Castello distribuiu aos seus comandados no Estado-Maior uma Circular Reservada, onde atacava o grupamento pseudossindical, acusando-o de antipátria, antinação e antipovo, e pedia aos subordinados para perseverar, sempre dentro dos limites da lei.

Essa Circular era um exercício em torno da reação legalista. No entanto, mesmo com o prestígio da assinatura, o documento não sacudiu aquele segmento da oficialidade que vive na ordem e disciplina.

Obviamente uma cópia dessa circular chegou aos generais do "dispositivo" e a cabeça de Castello ficou a prêmio. Jango decidiu que o demitiria.


Veja abaixo a íntegra da Circular Reservada:


CIRCULAR RESERVADA DO CHEFE DE ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO,  GEN. CASTELLO BRANCO 

Ministério da Guerra

Estado-Maior do Exército

Rio, 20 de Março de 1964 

Do Gen. Ex. Humberto de Alencar Castello Branco, Chefe do Estado-Maior do Exército. 

Aos Exmos. Generais e demais Militares do Estado-Maior do Exército e das organizações subordinadas 

Compreendendo a intranquilidade e as indagações de meus subordinados nos dias subsequentes ao comício de 13 do corrente mês. Sei que não se expressam somente no Estado-Maior do Exército e nos setores que lhe são dependentes, mas também na tropa, nas demais organizações e nas duas outras corporações militares. Delas participo e elas já foram motivo de uma conferência minha com o Excelentíssimo Senhor Ministro da Guerra. 

São evidentes duas ameaças: o advento de uma constituinte como caminho para a consecução das reformas de base e o desencadeamento em maior escala de agitações generalizadas do ilegal poder do CGT. As Forças Armadas são invocadas em apoio a tais propósitos. 

Para o entendimento do assunto, há necessidade de algumas considerações preliminares.

Os meios militares nacionais e permanentes não são propriamente para defender programas de Governo, muito menos a sua propaganda, mas para garantir os poderes constitucionais, o seu funcionamento e a aplicação da lei. 

Não estão instituídos para declararem solidariedade a este ou àquele poder. Se lhes fosse permitida a faculdade de solidarizarem-se com programas, movimentos políticos ou detentores de altos cargos, haveria, necessariamente, o direito de também se oporem a uns e a outros. 

Relativamente à doutrina que admite o seu emprego como força de pressão contra um dos poderes, é lógico que também seria admissível voltá-la contra qualquer um deles. 

Não sendo milícia, as Forças Armadas não são armas para empreendimentos antidemocráticos. Destinam-se a garantir os poderes constitucionais e a sua coexistência. 

A ambicionada constituinte é um objetivo revolucionário pela violência com o fechamento do atual Congresso e a instituição de uma ditadura. 

A insurreição é um recurso legítimo de um povo. Pode-se perguntar: o povo brasileiro está pedindo ditadura militar ou civil e constituinte? Parece que ainda não. 

Entrarem as Forças Armadas numa revolução para entregar o Brasil a um grupo que quer dominá-lo para mandar e desmandar e mesmo para gozar o poder? Para garantir a plenitude do grupamento pseudo-sindical, cuja cúpula vive na agitação subversiva cada vez mais onerosa aos cofres públicos? Para talvez submeter à Nação ao comunismo de Moscou? Isto, sim, é que seria anti-pátria, anti-nação e anti-povo.

 Não. As Forças Armadas não podem atraiçoar o Brasil. Defender privilégios de classes ricas está na mesma linha anti-democrática de servir a ditaduras fascistas ou síndico-comunistas. 

O CGT anuncia que vai promover a paralisação do País no quadro do esquema revolucionário. Estará configurada provavelmente uma calamidade pública. E há quem deseje que as Forças Armadas fiquem omissas ou caudatárias do comando da subversão. 

Parece que nem uma coisa nem outra. E, sim, garantir a aplicação da lei, que não permite, por ilegal, movimento de tamanha gravidade para a vida da nação. 

Tratei da situação política somente para caracterizar a nossa conduta militar. Os quadros das Forças Armadas têm tido um comportamento, além de legal, de elevada compreensão em face das dificuldades e desvios próprios do estágio atual da evolução do Brasil. E mantidos, como é de seu dever, fieis à vida profissional, à sua destinação e com continuado respeito a seus chefes e à autoridade do Presidente da República. 

É preciso aí perseverar, sempre "dentro dos limites da lei". Estar prontos para a defesa da legalidade, a saber, pelo funcionamento integral dos três Poderes constitucionais e pela aplicação das leis, inclusive as que asseguram o processo eleitoral, e contra a revolução para a ditadura e a Constituinte, contra a calamidade pública, a ser promovida pelo CGT, e contra o desvirtuamento do papel histórico das Forças Armadas. O Excelentíssimo Senhor Ministro da Guerra tem declarado que assegurará o respeito ao Congresso, às eleições e à posse do candidato eleito. E já declarou também que não haverá documentos dos ministros militares de pressão sobre o Congresso Nacional. 

É o que eu tenho a dizer em consideração à intranquilidade e indagações oriundas da atual situação política e a respeito da decorrente conduta militar.” 

General-de-Exército Humberto de Alencar Castelo Branco, Chefe do Estado-Maior do Exército.

 

 

quarta-feira, 19 de março de 2014

19 DE MARÇO DE 1964 - MARCHA DA FAMÍLIA



50 Anos da  " Marcha da Família com Deus pela Liberdade ".

Hoje, 19 de Março.



 
 
 




Assista a esse vídeo. Serve para entender um pouco o que foi a Marcha.


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Veja o Link da Capa do Jornal Folha de S.Paulo, 2ª Edição  -  Tarde de 19 de Março de 1964:

http://acervo.folha.com.br/fsp/1964/03/19/437//4447861

Marcha da Família e candidatura de Carvalho Pinto




Em 19 de Março de 1964, o Dia da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, traz a notícia de que, num encontro realizado ontem, 18 de Março, entre os Governadores de Minas Gerais, Magalhães Pinto, Nei Braga, do Paraná e o ex-Ministro da Fazenda Carvalho Pinto, houve a sondagem de uma possível candidatura de CP à Presidência da República.

Carvalho Pinto não excluiu a possibilidade.




Nei Braga disse em sua partida, ao ex-Ministro, que seu avião " está às ordens para a campanha ".


Veja o Link da Capa do Jornal Folha de S.Paulo, 1º Caderno de 19 de Março de 1964:


http://acervo.folha.com.br/fsp/1964/03/19/2//4447821

terça-feira, 18 de março de 2014

Disseminação da Pior Esquerda




Assista para começar a entender o planejamento de como a má esquerda pretendia e pretende funcionar.


Talvez um dia Karl Marx tenha dito que " a religião é o ópio do povo ".


Vamos mudar isso.


Que tal " a informação e a leitura precisam ser o ópio do povo ".


A única solução é o interesse pela INFORMAÇÃO.

INFORMAÇÃO gera necessidade de QUESTIONAMENTO.

QUESTIONAMENTO nos faz sair da INÉRCIA.

Sair da INÉRCIA, é MANIFESTAR-SE.

MANISFESTAR-SE, de alguma FORMA,  QUALQUER UMA ...




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Vale a pena  !!!

segunda-feira, 17 de março de 2014

VÉSPERA DA MARCHA DA FAMÍLIA DE 1964



O comício da Central do Brasil, no dia 13 de Março, gerou uma reação:

" A Marcha da Família com Deus pela Liberdade "

Que foi realizada no dia 19 de Março de 1964.

Amanhã, essa manifestação completa 50 anos !


 
 



Haverá uma reedição dessa Marcha no próximo dia 22 de Março, às 15h, em diversas capitais do país.

Em São Paulo, a saída está programada para as 15h, na Praça Campo de Bagatelle.


Veja e Assista ao Link:


http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1426175-organizadores-da-nova-marcha-pela-familia-pedem-retorno-dos-militares.shtml

 

domingo, 16 de março de 2014

Informação Importante - Dinheiro Público



Uma informação importante...

A família de João Goulart quer esclarecer a causa da morte do presidente deposto em 1964.

Morte ocorrida em 1976, na Argentina, sendo que, à época não fora realizada a necrópsia, o que já teria resolvido essa questão, não mais pairasse dúvidas e, muito menos especulações.

A exumação do corpo foi realizada a pedido da família de Jango, em Novembro de 2013, onde a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República coordenou uma equipe de 15 pessoas que não foram remuneradas pelos trabalhos de coleta de material no cemitério em São Borja - RS, nem de análise, que ainda está em curso  -  não há prazo para a divulgação do laudo -.




Ainda assim, as despesas com a equipe técnica consumiram R$ 98.991,75, com equipamentos, transporte, hospedagem e alimentação.
Até hoje, esses custos não haviam sido divulgados.

O valor ainda não inclui o evento em que a presidente Dilma reuniu três ex-presidentes para receber os restos mortais de Jango.

No dia da exumação, a ministra Maria do Rosário ( Direitos Humanos ) foi questionada sobre o montante gasto e declarou o seguinte:

" custa menos do que uma ditadura, porque essa custou vidas, exílio, significou a morte ".

Para a ministra, a exumação de Jango " é uma missão de Estado ".

E então, o que você acha ?!

quinta-feira, 13 de março de 2014

IMAGENS DO COMÍCIO



Imagens do Comício das Reformas:








 
LEONEL BRIZOLA E MIGUEL ARRAES
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O PRESIDENTE NO PALANQUE
 
 

 

13 DE MARÇO DE 1964



Os Generais Jair Dantas Ribeiro ( Ministro da Guerra ) e Assis Brasil, Chefe do Gabinete Militar da Presidência da República e idealizador do "dispositivo militar", aprovaram o plano de segurança montado pelo Exército para garantir a ordem durante o comício de hoje na Guanabara.

O plano prevê a mobilização de cerca de 5.000 homens, entre soldados, suboficiais e oficiais na área segura pelo esquema militar.

Durante o Comício da Central do Brasil,  Jango assinará o decreto da Superintendência de Política Agrária ( SUPRA ) com uma caneta que ganhou do Clube dos Sargentos e Suboficiais.





Veja o Link da Capa do Jornal Folha de S.Paulo, de 13 de Março de 1964:


13 DE MARÇO DE 1964 - COMÍCIO DA CENTRAL DO BRASIL ( COMÍCIO DAS REFORMAS )



Na sequência dos fatos e atos do Presidente João Goulart, 3 episódios foram decisivos para sua queda.
O primeiro será descrito agora, o Comício da Central do Brasil, do dia 13 de Março de 1964, o segundo episódio foi Rebelião dos Marinheiros e Fuzileiros Navais, em 26 de Março de 1964 e por fim seu discurso perante suboficiais e sargentos no Automóvel Clube, no Rio de Janeiro, no dia 30 de Março de 1964.






No dia 13 de Março de 1964, um grande comício foi realizado na praça em frente à Central do Brasil, no Rio de Janeiro, ao lado do Ministério da Guerra.
Diante de cerca de 250.000 pessoas, o Presidente anunciou sua disposição em realizar as "reformas de base" ( Agrária, Tributária, Eleitoral, Bancária e Urbana ).







                                                             CENTRAL DO BRASIL




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DISCURSO NO COMÍCIO


Nesse dia, assinou dois decretos:

-- um, de desapropriação de terras ociosas das margens das rodovias e açudes federais;
-- outro, encampava as refinarias particulares de petróleo.




                No palanque, o clima era de pressão visível e audível ao Congresso Nacional.





Até esse momento, o "dispositivo militar"  do General Assis Brasil funcionava.
O Ministro da Guerra, Jair Dantas Ribeiro apoiava Jango e fora cumprimentá-lo à saída do palanque do comício.


Em poucos dias, viria a reação dos conservadores paulistas !!!

quarta-feira, 12 de março de 2014

Véspera do Início do Fim de João Goulart




RELEMBRANDO:

Após a renúncia de Jânio Quadros, houve muita resistência pelos ministros militares a João Goulart, o legítimo Vice-Presidente, de acordo com a Constituição de 1946.
Para que pudesse assumir a presidência e evitar uma guerra civil, aceitou uma humilhante manobra criada na forma de um regime Parlamentarista, com a intenção de limitar seus poderes, tendo como seu Primeiro-Ministro, Tancredo Neves.

A força de Jango vinha da máquina da Previdência Social e das alianças com a esquerda no controle dos sindicatos. Tinha uma biografia raquítica que fazia dele um dos mais despreparados e primitivos políticos da história do Brasil. Era oscilante e indeciso. Submetido, claramente, às influências de seu cunhado, Leonel Brizola, então Governador do Rio Grande do Sul.

Era, de certa forma, protegido por parte dos quartéis, através de um "dispositivo" criado pelo General Argemiro de Assis Brasil, então chefe do Gabinete-Militar.
Esse dispositivo foi tão longe que planejou o sequestro do Governador da Guanabara, Carlos Lacerda, numa visita em que faria ao Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro.
Deu tudo errado, por mera desorganização e desarticulação de comando.

Em Outubro de 1962, João Goulart tentara um golpe, solicitando ao Congresso Nacional a decretação do estado de sítio. No entanto, viu-se abandonado pela esquerda que repeliu a manobra.

Conseguiu, entretanto, antecipar o plebiscito - após incitação de uma grave geral, o Congresso Nacional aprovou o pedido de antecipação  - que definiria qual o regime a ser seguido no país, Presidencialismo ou Parlamentarismo, para 06 de Janeiro de 1963.

Dessa forma, conseguiu recuperar seus poderes de Presidente da República, com a vitória da escolha do presidencialismo.



Somado a essas manobras com espírito golpista, João Goulart, via-se diante de um momento econômico nada favorável.

Os investimentos estrangeiros haviam caído pela metade.
A inflação que fora de 50% ao ano em 1962, passou a ser de 75% em 1963 e, já nos primeiros 2 meses de 1964, projetava-se em 140% para aquele ano.
As graves que foram em número de 154 em 1962, passaram para 302 em 1963.

Aliado a tudo isso, João Goulart cultivava um choque com o Congresso Nacional, sabidamente conservador, onde defendia uma reforma política que o permitia concorrer à reeleição.
Comprava dessa forma, uma briga com outros pré-candidatos como  Magalhães Pinto ( Governador de Minas Gerais ), Adhemar de Barros ( Governador de São Paulo ), Carlos Lacerda ( Governador da Guanabara ) e o Ex-Presidente J.K.

Diante do exposto, fica claro que havia um golpe em marcha, de Jango, que viria amparado no seu "dispositivo militar" e nas bases sindicais, onde pressionariam o conservador Congresso Nacional, obrigando-o a aprovar um pacote de reformas e a mudança das regras do jogo da sucessão presidencial.

Percebe-se que era um governo em crise, com uma bandeira de reformas hasteada no mastro da intimidação.

O Presidente João Goulart, definitivamente, inicia a costura do seu fim no dia 12 de Março de 1964, tendo decidido e confirmado fazer um grande comício na praça em frente á Central do Brasil, no Rio de Janeiro, ao lado do Ministério da Guerra.

No dia 11 de Março de 1964 ( ontem ), João Goulart disse, em discurso que fez no Arsenal da Marinha:"o comício do dia 13 será um encontro do povo com o seu Presidente e isso não pode ser uma ameaça à democracia".

Declarou: " O que ameaça a democracia é a fome, é a miséria. é a doença, mas nunca o povo em prática pública, no uso de seus direitos legítimos e democráticos ".


Veja abaixo o Link da Capa do Jornal Folha de S.Paulo, de 12 de Março de 1964:

http://acervo.folha.com.br/fsp/1964/03/12/2//4418976




terça-feira, 11 de março de 2014

Comparações Honestas




RELEMBRANDO:

 
Esse Blog temporário tem a pretensão de disponibilizar informações ( história ) do período que antecedeu a “Revolução” ou o “Golpe” de 1964, que são termos que a maioria comum usa para designar aquele evento.

O emprego desses termos será oportunamente explicado.

Isso porque daqui 20 dias faz 50 anos do ocorrido e, considerado que deva ser lembrado, nunca disse que deva ser comemorado.

Um país sem memória, é um país sem alma ...

Considerei que assim fosse uma maneira prática de resgatarmos o que já sabemos de nossa história ou de aprender o que não se sabe. Obviamente o conteúdo é muito pequeno, mas a intenção é despertar o interesse pela busca de maiores informações.

Sobretudo, a importância de entender o porquê da interferência militar, comparar como se deu um governo militar que durou 21 anos e como temos ido nesses últimos 29 anos de governo civil ou democrático, como queira.


ESCLARECIMENTOS:

Soldado... Qual o significado desta palavra?
Os soldados são aqueles que recebem um soldo/vencimento.

E Militar, o que vem a ser?
Os militares são aqueles que, independentemente de seu posto/patente, são primeiramente soldados. Para que se tenha uma ideia da aureola com que os profissionais das armas ornam a chamada probidade castrense, são apostos no seguimento trechos de incontestável significado ético.

 
 Referente ao Presidente Castello Branco

 

-“Quando Lula defendeu o filho, que recebeu R$ 5 milhões da Telemar para tocar sua empresa, o jornalista Élio Gaspari, do Jornal O Globo, um dos maiores críticos dos governos militares, publicou a seguinte história:

-“Em 1965, o Marechal Castello Branco leu no jornal que um de seus irmãos, funcionário da Receita Federal, ganhara em cerimônia pública um automóvel Aero Willys! Era o agradecimento de sua classe pela ajuda que dera na elaboração de uma lei que organizava a carreira. Paulo Castelo Branco, filho do presidente, costumava contar que o marechal telefonou para o irmão, dizendo-lhe que deveria devolver o carro. Ele argumentou que se cada fiscal da Receita tivesse presenteado uma gravata, o valor seria muito maior.

Castello interrompeu-o:- Você não entendeu. Afastado do cargo você já está! Estamos decidindo agora se você vai preso ou não”.

 

 

Referente ao Presidente Médici

Em seu livro “A Ditadura Escancarada”, página 133, Élio Gaspari escreveu também:

-“Passou pela vida pública com escrupulosa honorabilidade pessoal. Da Presidência tirou o salário de Cr$ 3.439,98 líquidos por mês (equivalente a 724 dólares) e nada mais.

Adiou um aumento da carne para vender na baixa os bois de sua estância e desviou o traçado de uma estrada para que ela não lhe valorizasse as terras.

Sua mulher decorou a granja oficial do Riacho Fundo com móveis usados recolhidos nos depósitos do funcionalismo de Brasília".

 

Abaixo, segue uma Lista de Escândalos de Corrupção no Brasil.

A Lista é dos que repercutiram em todo o País.

São 33 anos de escândalos.

 

1-Governo Geisel (Ernesto Geisel) (1974-1979)

*10 casos/6 anos de governo*

Período de exceção para conter investidas comunistas contra o Brasil. 

1- Abertura Política (1)

2-Caso Wladimir Herzog (2)

3-Caso Manuel Fiel Filho (2)

4-Caso Lutfala

5-Caso Atalla

6-Ângelo Calmon de Sá

(Ministro acusado de passar um gigantesco cheque sem fundos)

7-Lei Falcão (1976)

8-Pacote de Abril (1977)

9-Cassações dos Parlamentares no Governo Geisel

10-Grandes Mordomias dos Ministros no Governo Geisel

 

2-Governo Figueiredo (João Baptista Figueiredo) (1979-1984)

*10 casos/6 anos de governo

Período da “abertura”, iniciada com Geisel, e de liberação político- econômica  

1-Anistia de 1979 (3)

2-Caso Capemi

3-Caso do Grupo Delfim

4-Escândalo da Mandioca

5-Escândalo da Brasilinvest

6-Escândalo das Polonetas

7-Caso Morel

8-Crime da Mala

9-Caso Coroa-Brastel

10-Escândalo das Jóias

 

Observações:

(1)     Depende da ótica de quem avalia, na medida em que a “luta armada”, promovida pelas “organizações subversivas”, também pode ser considerada como escândalo.

(2)     Existem controvérsias quanto às circunstâncias destes casos.

(3)     A “anistia de 1979” ser considerada escândalo constitui no mínimo um paradoxo.

 

CONCLUSÃO:

*9 (nove) INCIDÊNCIAS DE 1974 A 1979 E 9 (nove) DE 1979 A 1985*

  

“Em absoluto, não se pode AFIANÇAR que existam governos imunes a escândalos. Entretanto, pode-se aquilatar a preocupação com a administração da coisa pública pela ação de comando que é exercida por diferentes mandatários supremos da nação”

 

3-Governo Sarney (José Sarney) (1985-1990)

6 *casos/6 anos de governo*

1-CPI da Corrupção

2-Escândalo do Ministério das Comunicações

(grande número de concessões de rádios e TVs para políticos aliados ou não ao Sarney; a concessão era dada em troca de cargos, votos ou apoio ao presidente)

3-Caso Chiarelli

(dossiê do Antônio Carlos Magalhães contra o Senador Carlos Chiarelli ou "Dossiê Chiarelli")

4-Caso Ibraim Abi-Ackel

5-Escândalo da Administração de Orestes Quércia

6-Escândalo do Contrabando das Pedras Preciosas

 

4-Governo Collor (Fernando Collor de Mello) (1990-1992)

*19 casos/2 anos de governo*

1-Escândalo da Aprovação da Lei da Privatização das Estatais

2-Programa Nacional de Desestatização

3-Escândalo do INSS (ou Escândalo da Previdência Social)

4-Escândalo do BCCI (ou caso Sérgio Corrêa da Costa)

5-Escândalo da Ceme (Central de Medicamentos)

6-Escândalo da LBA

7-Esquema PP

8-Esquema PC (Caso Collor)

9-Escândalo da Eletronorte

10-Escândalo do FGTS

11-Escândalo da Ação Social

12-Escândalo do BC

13-Escândalo da Merenda

14-Escândalo das Estatais

15-Escândalo das Comunicações

16-Escândalo da Vasp

17-Escândalo da Aeronáutica

18-Escândalo do Fundo de Participação                      

19-Escândalo do BB

 
 

5-Governo Itamar Franco

(Itamar Augusto Cautiero Franco) (1992-1995)

*31 casos/3 anos de governo*

1-Centro Federal de Inteligência

(Criação da CFI para combater corrupção em todas as esferas do governo)

2-Caso Edmundo Pinto

3-Escândalo do DNOCS

(Departamento Nacional de Obras contra a Seca ou caso Inocêncio Oliveira)

4-Escândalo da IBF (Indústria Brasileira de Formulários)

5-Escândalo do INAMPS

(Instituto Nacional de Assistência Previdência Social)

6-Irregularidades no Programa Nacional de Desestatização

7-Caso Nilo Coelho

8-Caso Eliseu Resende

9-Caso Queiroz Galvão (em Pernambuco)

10-Escândalo da Telemig (Minas Gerais)

11-Jogo do Bicho (ou Caso Castor de Andrade no Rio de Janeiro)

12-Caso Ney Maranhão

13-Escândalo do Pau Brasil (Paubrasil Engenharia e Montagens)

14-Escândalo da Administração de Roberto Requião

15-Escândalo da Cruz Vermelha Brasileira

16-Caso José Carlos da Rocha Lima

17-Escândalo da Colac (no Rio Grande do Sul)

18-Escândalo da Fundação Padre Francisco de Assis Castro Monteiro

(em Ibicuitinga, Ceará)

19-Escândalo da Administração de Antônio Carlos Magalhães (Bahia)

20-Escândalo da Administração de Jaime Campos (Mato Grosso)

21-Escândalo da Administração de Roberto Requião (Paraná)

22-Escândalo da Administração de Ottomar Pinto (em Roraima)

23-Escândalo da SUDENE de Pernambuco

24-Escândalo da Prefeitura de Natal (no Rio Grande do Norte)

25-CPI do DETRAN (em Santa Catarina)

26-Caso Restaurante Gulliver (tentativa do governador Ronaldo Cunha Lima matar o governador antecessor Tarcísio Burity, por causa das denúncias de Irregularidades na SUDENE de Paraíba)

27-CPI do Pó (em Paraíba)

28-Escândalo da Estacom (em Tocantins)

29-Escândalo do Orçamento da União

(ou Escândalo dos Anões do Orçamento ou CPI do Orçamento)

30-Compra e Venda dos Mandatos dos Deputados do PSD

31-Caso Ricupero (também conhecido como "Escândalo das Parabólicas").

 

6- Governo FHC (Fernando Henrique Cardoso) (1995-2003)

*44 casos/8 anos de governo*

 

1-Escândalo do SIVAM

(Primeira grave crise do governo FHC)

2-Escândalo da PASTA ROSA

3-Escândalo da CONAN

4-Escândalo da Administração de Paulo Maluf

5-Escândalo do BNDES

(verbas para socorrerem ex-estatais privatizadas)

6-Escândalo da TELEBRAS

7-Caso PC Farias

8-Escândalo da Compra de Votos Para Emenda da Reeleição

9-Escândalo da Venda da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD)

10-Escândalo da Previdência

11-Escândalo da Administração do PT

(primeira denúncia contra o Partido dos Trabalhadores desde a fundação em 1980, feito pelo militante do partido Paulo de Tarso Venceslau)

12-Escândalo dos Precatórios

13-Escândalo do BANESTADO

14-Escândalo da ENCOL

15-Escândalo da MESBLA

16-Escândalo do BANESPA

17-Escândalo da Desvalorização do Real

18-Escândalo dos Fiscais de São Paulo (ou Máfia dos Fiscais)

19-Escândalo da MAPPIN

20-Dossiê CAYMAN

(ou Escândalo do Dossiê Cayman ou Escândalo do Dossiê Caribe)

21-Escândalo dos Grampos Contra FHC e Aliados

22-Escândalo do Judiciário

23-Escândalo dos Bancos

24-CPI do Narcotráfico

25-CPI do Crime Organizado

26-Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo FHC

27-Escândalo da Banda Podre

28-Escândalo dos Medicamentos

(grande número de denúncias de remédios falsificados ou que não curavam pacientes)

29-Queda do Monopólio do Petróleo (criação da ANP)

30-Escândalo da TRANSBRASIL

31-Escândalo da Pane DDD do Sistema Telefônico Privatizado (o "Caladão")

32-Escândalo dos Desvios de Verbas do TRT-SP

(Caso Nicolau dos Santos Neto, o "Lalau")

33-Escândalo da Administração da Roseana Sarney (Maranhão)

34-Corrupção na Prefeitura de São Paulo (ou Caso Celso Pitta)

35-Escândalo da SUDAM

36-Escândalo da SUDENE

37-Escândalo do BANPARÁ

38-Escândalo da Quebra do Sigilo do Painel do Senado

39-Escândalos no Senado em 2001

40-Escândalo da Administração de Mão Santa (Piauí)

41-Caso Lunus (ou Caso Roseana Sarney)

42-Acidentes Ambientais da Petrobrás

43-Abuso de Medidas Provisórias (5.491)

44-Escândalo do Abafamento das CPIs no Governo do FHC

 

7-Governo Lula

(Luiz Inácio Lula da Silva) (2003-2011)

*101 casos/8 anos de governo*.

 

1-Caso Pinheiro Landim                                                         

2-Caso Celso Daniel ( Prefeito de Santo André )

3-Caso Toninho do PT ( Prefeito de Campinas )

4-Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia

5-Escândalo do PROPINODUTO

(também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha)

6-CPI do BANESTADO

7-Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST

8-Escândalo da Suposta Ligação do PT com as FARC

9-Privatização das Estatais no Primeiro Ano do Governo Lula

10-Escândalo do Gasto Públicos dos Ministros

11-Irregularidades do Fome Zero

12-Escândalo do DNIT

(envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel)

13-Escândalo do Ministério do Trabalho

14-Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos

15-Caso Agnelo Queiroz

(O Ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos)

16-Escândalo do Ministério dos Esportes

(Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queizoz)

18-Operação Anaconda

19-Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)

20-Caso José Eduardo Dutra

21-Escândalo dos Frangos (em Roraima)

22-Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República        para a Compra de Artigos de Luxo

23-Escândalo da Norospar

(Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná)

24-Expulsão dos Políticos do PT

25-Escândalo dos Bingos

(Primeira grave crise política do governo Lula ou Caso Waldomiro Diniz)

26-Lei de Responsabilidade Fiscal

(Recuos do governo federal da LRF)

27-Escândalo da ONG Ágora

28-Escândalo dos Copos

(Licitação do Governo Federal para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne, licor e whisky)

29-Caso Henrique Meirelles

30-Caso Luiz Augusto Candiota

(Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação)

31-Caso Cássio Casseb

32-Caso Kroll

33-Conselho Federal de Jornalismo

34-Escândalo dos Vampiros

35-Escândalo das Fotos de Herzog

36-Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004

37-Escândalo do PTB

(Oferecimento do PT para ter apoio do PTB em troca de cargos, material de campanha e R$ 150 mil reais a cada deputado)

38-Caso Antônio Celso Cipriani

39-Irregularidades na Bolsa-Escola

40-Caso Flamarion Portela

41-Irregularidades na BOLSA-FAMÍLIA

42-Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência

43-Irregularidades do Programa Restaurante Popular

(Projeto de restaurantes populares beneficia prefeituras administradas pelo PT)

44-Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004 (mais de 300)

45-Escândalo dos Correios

(Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho)

46-Escândalo do IRB

47-Escândalo da Novadata

48-Escândalo da Usina de Itaipu

49-Escândalo de Furnas

50-Escândalo do MENSALÃO

(Terceira grave crise política do governo. Também conhecido como Mensalão).

51-Escândalo do LEÃO&LEÃO

(República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão & Leão)

52-Escândalo da Secom

53-Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT

54-Escândalo do Brasil Telecom

(também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)

55-Escândalo da CPEM

56-Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto)

57-Caso Marka/FonteCindam

58-Escândalo dos DÓLARES NA CUECA

59-Escândalo do Banco Santos

60-Escândalo Daniel Dantas - Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)

61-Escândalo da Interbrazil

62-Caso Toninho da Barcelona

63-Escândalo da GAMECORP-TELEMAR (ou Caso LULINHA)

64-Caso dos Dólares de Cuba

65-Doação de Roupas da Lu Alckmin (esposa do Geraldo Alckimin)

66-Doação de Terninhos da Marísia Letícia da Silva (esposa do Presidente Lula)

67-Escândalo da Nossa Caixa LI

68-Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo. (Quarta grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)

69-Escândalo das Cartilhas do PT

70-Escândalo do Banco BMG

(Empréstimos para aposentados)

71-Escândalo do PROER

72-Escândalo do SIVAM

73-Escândalo dos Fundos de Pensão

74-Escândalo dos Grampos na ABIN

75-Escândalo do FORO DE SÃO PAULO

76-Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins)

77-Escândalo do MENSALINHO

78-Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente).

79-69 CPIs Abafadas pelo Geraldo Alckmin (em São Paulo)

80-Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula

81-Crise da VARIG

82-Escândalo das SANGUESSUGAS(Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)

83-Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados

84-CPI da Imigração Ilegal

85-CPI do Tráfico de Armas

86-Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC

87-Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST

88-Operação Confraria

89-Operação Dominó

90-Operação Saúva

91-Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra

92-Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam

93-MENSALINHO nas Prefeituras do Estado de São Paulo

94-Escândalo dos Grampos no TSE

95-Escândalo do DOSSIÊ  (Sexta grave crise política do governo Lula)

96-ONG Unitrabalho

97-Escândalo da Renascer em Cristo

98-CPI das ONGs

99-Operação Testamento

100-CPI do Apagão Aéreo

101-Operação Hurricane

 

 
 Ah! Mas, e esses Presidentes/Soldados? 

Que se faça uma análise profunda e no detalhe da transparência de seus governos.

E suas passagens para a reserva? Por um acaso, foram como a de um político que basta ser eleito, apenas por uma magistratura, para fazer jus a uma aposentaria pelo exercício do mandato na Câmara Federal ou no Senado?

Afinal de contas, eles foram chamados de “ditadores”... estavam, como se costuma dizer, “com a faca e o queijo na mão”!  Ledo engano!

Eles eram soldados e, como tais, retomaram suas vidas tão somente como aqueles que devem receber um soldo, até o dia em que devam desaparecer.

Eles venceram o inimigo em “bom combate” na “luta armada”.

Eles impediram a implantação de um regime comunista na Pátria de todos nós e, simplesmente, desapareceram...

Foi como disse o General Douglas Mac Arthur em seu famoso discurso de despedida do serviço ativo, em 1951, ao Congresso dos Estados Unidos:

“Velhos soldados nunca morrem, eles apenas desaparecem.”