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domingo, 9 de março de 2014

OBRAS DOS GOVERNOS MILITARES



Aqui vai uma lista de obras que foram realizadas no período de 31 de Março de 1964 a 21 de Abril de 1985.




OBRAS REALIZADAS NO PERÍODO DE 31 DE MARÇO DE 1964 A 21 DE ABRIL DE 1985.

OBRAS RODOVIÁRIAS:


01. Duplicação da RIO- SÃO PAULO, inclusive com a nova pista de subida da Serra das Araras.

02. Concretização das ligações ainda incompletas ou inexistentes:
a. Rio - Salvador.
b. Curitiba - Porto Alegre.
c. Campo Grande - Cuiabá.
d. Cuiabá - Goiânia.

03. Novo traçado da BR-040 no trecho Petrópolis - Juiz de Fora, com duas pistas. A BR-040 liga o Rio de Janeiro a Belo Horizonte e Brasília.

04. Construção da Ponte Rio de Janeiro - Niterói com 14 km, inaugurada em 1974.

05. Construção das rodovias:
a. Rio de Janeiro - Santos.
b. Santos - São Paulo.
c. São Paulo - Campinas (Bandeirantes).

06. Prosseguimento com pavimentação da Rodovia Anhanguera até a BR-040, melhorando a ligação São Paulo - Brasília.

07. Melhoramento do traçado e reconstrução com asfaltamento da Belém - Brasília (antes era em terra).

08. Construção da Cuiabá - Santarém com 1.750 km pelos 8º e 9º Batalhões de Engenharia de Construção do Exército Brasileiro.
Esta obra permitiu o desenvolvimento do Projeto SINOP a 500 km ao norte de Cuiabá, além de levar o progresso para a área por ela servida.

09. Construção e asfaltamento da Rodovia Cuiabá - Porto Velho (Rodovia Marechal Rondon),  com 1.442 km , eliminando o estrangulamento do Noroeste em relação ao centro do país. Antes, o tempo de viagem era de trinta (30) dias e com a conclusão da obra, passou a ser de 24 horas.

10. Construção e pavimentação da Rodovia Brasília - Barreiras - Salvador, inclusive com a execução da ponte sobre o Rio São Francisco. A Rodovia foi construída pelo 4º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército Brasileiro.

11.Construção e pavimentação da ligação do Sul do Piauí - São Luis - Belém, executada, parcialmente, pelos 2º e 3º Batalhões de Engenharia de Construção do Exército Brasileiro.

12. Construção e pavimentação de estradas da rede do Nordeste, possibilitando um encurtamento superior a 600 km nas viagens entre Brasília - São Luis; Brasília - Fortaleza; e Brasília - Recife.

13. Acréscimo total à rede do Nordeste, entre estradas pavimentadas e não pavimentadas, ligações e acessos, na ordem de 5.000 km.

14. Asfaltamento da maioria das estradas do Rio Grande do Sul.




OBRAS DO SETOR FERROVIÁRIO:

01. Ferrovia da Soja no Paraná e Santa Catarina.

02. Ferrovia de Carajás (Pará - Maranhão) - com 890 km ligando a província mineral da Serra do Carajás ao porto da Madeira, próximo da São Luis.

03. Ferrovia do Aço (Minas Gerais - Rio de Janeiro - São Paulo).
O seu projeto revelou-se muito caro pelo número elevado de viadutos e túneis, além de suas características técnicas, muito rigorosas. Sua construção, ora foi interrompida, ora ganhou metas desaceleradas, mas não foi concluída. É usada, apenas, parcialmente.

04. Ferrovia do Trigo (Roca Sales - Passo Fundo).
Iniciada e interrompida na década de 1950. A retomada de sua construção tornou-se viável após a primeira crise do petróleo(1973) e pelo fato de ter sido confiada ao 1º Batalhão Ferroviário do Exército Brasileiro. Concluída em 1980.

05. Ferrovia Minas - Distrito Federal, partindo de Pires do Rio (MG), que foi concluída pelo 2º Batalhão Ferroviário do Exército Brasileiro.
O seu destaque é a ponte sobre o Rio Araguari, construída por administração direta daquela Organização Militar.

06. A construção inicial dos trechos dos Metrôs do RIO DE JANEIRO, SÃO PAULO, PORTO ALEGRE e RECIFE.



OBRAS NOS SISTEMAS PORTUÁRIOS:

Foram construídos inúmeros portos e os maiores existentes foram ampliados e modernizados, inclusive com largo investimento em aquisição de equipamentos de grande porte.

Portos concluídos no período dos governos militares:

01. Porto de Sepetiba
Os estudos para a localização do porto na Baía de Sepetiba tiveram início em 1973, pelo governo do então Estado da Guanabara. A partir de 1974, foram assumidos pelo antigo Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis, sucedido pela Portobrás. A primeira etapa da obra, o Terminal de Carvão, a Ilha da Madeira, entrou em operação em 1982. Foram ainda previstos os Terminais para Minerais de Ferro e o de carga geral.

02. Porto de Praia Mole, em Vitória.
Inaugurado oficialmente em novembro de 1984, possibilitou a movimentação de 3 milhões de toneladas/ano de produtos siderúrgicos e 8 milhões de t/ano de carvão. É um porto artificial em mar aberto e sua localização na Ponta do Tubarão é favorecida pelo acesso ao Terminal da Companhia Vale do Rio Doce.

03. Porto da Ponta da Madeira
Situado a 9 km de São Luis, é parte do Projeto Carajás.
Possui instalações de descarregamento de vagões, estocagem de minérios, sistema de embarque por uma linha de transportadores..

04. Porto de Estrela.
Situado no Rio Taquari (Rio Grande do Sul) foi inaugurado em 1977, tornando-se o primeiro entroncamento intermodal conectando hidrovia-ferrovia e rodovia.

05. Porto de Trombetas.
Situado à margem direita do Rio Trombetas, afluente do Amazonas. Escoou em 1984 cerca de quatro milhões de toneladas de bauxita. Foi iniciado em 1967, quando foram descobertas as primeiras jazidas de bauxita a 80 km da cidade de Oriximiná (Pará). O primeiro embarque para o mercado internacional deu-se em agosto de 1979. A bauxita é levada da mina por ferrovia num percurso de 30 km.

06. Terminais açucareiro de Recife e Salineiro de Areia Branca-RN.



CONSTRUÇÃO DE AEROPORTOS:

01. Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão).
02. Aeroporto Internacional de Guarulhos  em São Paulo.
03. Aeroporto Internacional de Confins a 47 km do Centro de Belo Horizonte (atualmente denominado Tancredo Neves).



ÁREA ECONÔMICA:

01. O chamado "Milagre Econômico" no período de 1968 - 1974, foi caracterizado pela taxa média de crescimento do PIB de 10%.
02. A profunda mudança no perfil energético do País, acelerada a partir de 1979.
03. As grandes obras de infraestrutura em ESTRADAS, PORTOS e AEROPORTOS.
04. Os grandes sistemas da ELETROBRÁS, distribuição de energia e a TELEBRÁS.



ÁREA SOCIAL:

01. A criação do Fundo de Garantia por tempo de Serviço (FGTS); o Sistema Financeiro e de Poupança e o Sistema de Habitação, centrados no Banco Nacional da Habitação (BNH) e o Funrural (beneficiando milhões de brasileiros que trabalham no campo).
Como consequência do desenvolvimento econômico, o crescimento do número de empregos e da renda nacional, com seus efeitos inseparáveis na renda individual.


ÁREA EDUCACIONAL:

01. O destaque maior foi a eliminação da figura vergonhosa e desalentadora dos milhares de "excedentes" anuais (estudantes aprovados em concursos para as universidades, porém não matriculados por falta de vagas) e o Projeto Rondon, que o governo FHC manteve com outro nome.

02. Outros Programas:

a. Programa de construção de HIDROELÉTRICAS, com destaque para ITAIPU, TUCURUI e SOBRADINHO.
b. Programa de aceleração da busca de auto-suficicência  de petróleo a partir de 1979, com destaque para a exploração da Bacia de Campos.
c. Programa de desenvolvimento da energia nuclear, que permitiu ao País incorporar essa tecnologia estratégica.
d. Programa de substituição de importações de insumos básicos e bens de capital, com destaque para a criação e expansão de siderúrgicas, fábricas de cimento e implantações  de polos petroquímicos.
e. Programa Nacional do Àlcool, com destaque para a criação de empregos no campo, acompanhada de melhoria salarial nessa área, e para ampla fabricação de carros a álcool, os quais passaram da proporção de 96% dos veículos novos de ciclo Otto, na metade da década de 1980, para menos de 1%  em 2003. Um brutal retrocesso histórico. 
f. Um amplo programa de mineração, com destaque para o Projeto Carajás. 
g. Um amplo programa de construção Rodoviária, com destaque para as interligações de todas as capitais do Sul, Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Norte-Ocidental, além das ligações com Brasília.
h. Construção da Ponte RIO DE JANEIRO - NITERÓI. A implantação de corredores de exportação.
i. Um grande programa de construção de Aeroportos Internacionais e do Sistema Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (SINDACTA).
J. Os desenvolvimentos regionais com os Programas Indicativo Nacional (PIN).
l. Programa de Redistribuição de Terras (PROTERRA) e PROGRES.
m. O extraordinário êxito da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF), em pleno Nordeste brasileiro na produção agrícola.
n. A expansão da agricultura e pecuária, apoiada pelas empresas agropecuárias, que integraram grandes áreas, antes consideradas inservíveis para o plantio. Essa expansão passou a gerar receitas crescentes de  exportação.
o. Investimento e apoio à área de pesquisa e desenvolvimento com a criação ou reaparelhamento de inúmeros centros de pesquisa e apoio a projetos.
p. A criação da Fundação MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização), com o objetivo de cuidar da alfabetização e da educação contínua de adolescentes e adultos.
q. Programa e ações políticas do Governo que garantiram a participação de nosso País em pesquisa n a ANTÁRTICA.


Observação: E PARA FINALIZAR, UMA SINGELA RECORDAÇÃO - Em 1964, o Brasil era a 43ª economia do mundo, em 1985 a 8ª - Lembram-se?

09 de Março de 1964



Veja abaixo a Capa do Jornal Folha de S.Paulo de 09 de Março de 1964:


http://acervo.folha.com.br/fsp/1964/03/09/2//4417670

PLANEJAMENTO NO GOVERNO MILITAR



Esse texto nos dá a possibilidade de averiguar quais eram as ações que se alinhavam ao interesse público.



Militares Brasileiros e Democracia

É uma afirmação veraz e contundente, que pode ser pesquisada dentro do período revolucionário de 1968 a 1976, que não encontra paralelo em nenhum outro povo.

É voz rasteira o tema de liberdade, igualdade e fraternidade, desde a Tomada da Bastilha, na França, em 1789, mas aquela insurreição pouco, ou quase nada, estabeleceu aos franceses, pois passada a agitação contrária à monarquia, volta Napoleão Bonaparte e as consequências da Monarquia só terminam com a Batalha de Waterloo.

 
O Brasil viveu um bom número de revoluções, todas elas com idêntico ideal de atender aos clamores da sociedade, porém, nenhuma delas foi tão objetiva quanto a de 1964, com a posse de Castello Branco, e finalizou em 1985, pelas mãos de João Figueiredo, último presidente do ciclo militar.

 
Vamos aos fatos que podem justificar a manchete.

Em 1966, as liberdades constitucionais vigiam, ou seja, o legislativo era eleito pelo povo, através dos dois únicos partidos existentes:

Arena e MDB. Este mudou, depois, para PMDB.

Como se consagra uma democracia?

Logicamente, através de eleições livres e tomada de posição. O boom do PIB (Produto Interno Bruto), o que todos sabem, aconteceu nos “anos dourados” através de controle da moeda, do câmbio, bem como pelo canal da exportação, que ensejava forte produção agrícola e industrial.

O PIB-Produto Interno Bruto estabilizou-se em 10% ao ano, contra os minguados 2% atuais!

Além da capacidade demonstrada pelo presidente general João Figueiredo, conduzindo magistralmente a abertura política, um fato excepcional gratificou a cidadania brasileira:

 
Em 1976, o Governo Geisel aprovou a aceitação do Brasil ao Pacto da ONU, de 26/12/1976, que prescreve o longo caminho libertário dos municípios brasileiros para assimilarem o autogoverno, instituindo cidades-estados nos municípios, a fim de conceder aos munícipes o poder de veto a programas suspeitos e ajudar a controlar o dinheiro público arrecadado dos impostos que todos pagamos.

Foi, sem dúvida, uma grande lição de democracia, podemos adiantar e dizer até que através desse Pacto da ONU, conseguiremos consertar os desvios da democracia e estabelecer a legítima ecodemocracia, onde a forma de autogoverno dá prioridade a projetos totalmente sustentáveis, controle da economia, avanço sistemático da meritocracia e a mais absoluta justiça social.

 
Não fosse a aceitação daquele Pacto, o exato cumprimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos, bem como a estrita obediência ao Estado de Direito e às Normas Jurídicas vigentes, não teríamos, hoje, a consagração dessa alternativa fundamental para o símbolo do crescimento sustentável verde com responsabilidade junto à administração coerente com a racionalidade que o povo aguarda dos que ainda conseguem utilizar o cérebro para fins eminentemente pacíficos, respeito a Gaia, e um vivenciar ecológico competente que estabeleça a grandiosidade pátria.
A Pátria agradece aquelas importantes decisões, pois elas representam o lídimo compromisso que deve possuir uma república federativa para com todos os entes federados

A ATUAÇÃO DA ESQUERDA



Vale a pena dar uma olhada nesse vídeo.

Ajuda a compreender como a esquerda se comportava.

Antes e depois do contragolpe de 1964.

Vamos pensar ...

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