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sábado, 8 de março de 2014

PARA ENTENDER O CONTRAGOLPE DE 1964





Grupos dos Onze

O Grupo dos Onze  consistia na organização de "grupos de onze companheiros" ou "comandos nacionalistas" liderados por Leonel Brizola, em fins de Novembro de 1963.

Era um grupo de esquerda, porém não socialista, era nacionalista e apoiava abertamente as políticas de base de Jango, dentro do contexto de radicalização política do período histórico.

Em Outubro de 1963, Leonel de Moura Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, considerava que o Brasil estava vivendo momentos decisivos e que, rapidamente, se aproximava o desfecho que poderia colocar o país numa nova linha política, mais à esquerda.



Sucessivamente, em 19 e 25 de Outubro, Brizola fez inflamados pronunciamentos à nação, através dos microfones de uma cadeia de estações de rádio liderada pela Mairink Veiga, que detinha, na época, o maior percentual de ouvintes das classes média e baixa.

Nesses pronunciamentos, conclamou o povo a organizar-se em grupos que, unidos, iriam formar o "Exército Popular de Libertação" (EPL). Comparou esses grupos com equipes de futebol e os 11 "jogadores" seriam os "tijolos" para "construir o nosso edifício". Estavam lançados os "Grupos dos Onze" (G-11) que, para Brizola, constituir-se-iam nos núcleos de seu futuro exército, o EPL.

Os G-11 seriam a "vanguarda avançada do Movimento Revolucionário", a exemplo da "Guarda Vermelha da Revolução Socialista de 1917 na União Soviética".

Os integrantes dos G-11 deveriam considerar-se em "Revolução Permanente e Ostensiva" e seus ensinamentos deveriam ser colhidos nas "Revoluções Populares", nas "Frentes de Libertação Nacional" e no "folheto cubano" sobre a técnica de guerrilha.

No início de 1964, Brizola lançou seu próprio semanário, "O Panfleto", que veio se integrar à campanha agitativa já desenvolvida pela cadeia da Rádio Mairink Veiga. Em outras ocasiões, distribuiu diversos outros documentos para a organização dos G-11, tais como as "Precauções", os "Deveres dos Membros", os "Deveres dos Dirigentes", um "Código de Segurança" e fichas de inscrição para seus integrantes. Chegou a organizar 5.304 grupos, num total de 58.344 pessoas, distribuídas, particularmente, pelos Estados do Rio Grande do Sul, Guanabara, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Para Brizola, a revolução estava madura, pronta para ser desencadeada. Só faltava algum simples episódio que inflamasse o povo e que fizesse proliferar os Grupos dos Onze, provocando o surgimento do "Exército Popular de Libertação".

A citação do Gr-11, possivelmente nos arquivos da ditadura, foi tornado público através do site da jornalista Mariza Tavares, abaixo transcrita:

No fim de 1963, em meio à crescente radicalização do ambiente político do governo de João Goulart, Leonel Brizola era a liderança que unificara as esquerdas na Frente de Mobilização Popular. Entrincheirado na Rádio Mayrink Veiga, onde discursava todas as noites, ele pregava a criação dos Grupos de Onze Companheiros, compostos por cidadãos que marchariam unidos quando a esquerda tomasse o poder.

A CBN teve acesso a documentos daquela época – que estavam em poder dos militares – que detalham como Brizola idealizou os Grupos de Onze: uma militância que pretendia utilizar mulheres e crianças como escudos civis; realizar ataques a centrais telefônicas, de rádio e TV; e previa a execução de prisioneiros.

"Este é o documento a que me referi. O Exército não sabe que este dossiê ainda existe, porque foi dada uma ordem para que fosse destruído." Este era o texto do curto bilhete que acompanhava o pacote que recebi pelo correio, enviado por uma ouvinte fiel da CBN. Dentro, um calhamaço de 64 páginas já amareladas, no qual chamava atenção o carimbo no alto, em letras garrafais: SECRETO. A ditadura militar brasileira incinerou regularmente documentos sigilosos. Este dossiê estava em poder de um militar que preferiu desobedecer à ordem e decidiu guardar os papéis em casa.

Datado de 30 de setembro de 1964 e assinado pelo General-de-Brigada Itiberê Gouvêa do Amaral, o documento ostenta a classificação  A-1, que até hoje é utilizada pela área militar e que significa que é de total confiança. A classificação varia de A a F para a confiabilidade da fonte; e de 1 a 6 para a confiabilidade do conteúdo.

No tom formal e meticuloso típico dos relatórios dos serviços de inteligência, o texto de abertura, a circular de número 79-E2/64, anunciava que havia sido identificada a criação de diversas células dos chamados "Grupo de onze companheiros" no interior do Paraná e de Santa Catarina.

"Os grupos constituíam a célula de um grande contingente, no qual seriam arregimentados homens das mais variadas categorias e profissões para servirem de instrumento a um pseudolíder, Leonel Brizola, em sua política de subversão do regime e implantação de um Governo de tendências antidemocráticas", explicava o documento.

Os militares já haviam deposto o presidente João Goulart e tomado o poder naquele ano; e a circular festejava a ação ao afirmar, categoricamente, que, "com o advento da Revolução de 31 de março, foi cortado o processo ainda na fase inicial". No entanto, o documento assinalava: "Há indícios de que, no futuro, possa ser novamente equacionada a reestruturação dos grupos." Leonel Brizola já se encontrava no exílio no Uruguai desde Maio daquele ano, mas a circular assinalava que havia informes de contatos entre "antigos elementos" que integravam esses grupos. Daí a necessidade de mobilização de oficiais para mapear qualquer atividade suspeita.

Jorge Ferreira: "Houve quem se inscrevesse apenas porque gostava de Brizola. Teve gente que pôs até o nome de filhos pequenos nas fichas de inscrição."

Os chamados Grupos de Onze Companheiros – simplificadamente, Grupos de Onze ou Gr-11 – e também conhecidos como Comandos Nacionalistas foram concebidos por Brizola no fim de 1963. Tomando por base a formação de um time de futebol, imagem de fácil assimilação e apelo popular, Brizola pregava a organização de pequenas células – cada uma composta de onze cidadãos, em todo o território nacional – que poderiam ser mobilizadas sob seu comando.

Jorge Ferreira, professor-titular de História da UFF (Universidade Federal Fluminense), doutor em História Social pela USP (Universidade de São Paulo) e autor do livro "O Imaginário Trabalhista", explica que um dos poucos documentos disponíveis sobre o Grupo de Onze é o modelo de ata de adesão. "Há poucos estudos sobre este movimento e praticamente não há documentação a respeito. As atas, com os dados dos participantes, eram enviadas para a Rádio Mayrink Veiga e depois ficaram em poder da repressão.

Como os Grupos de Onze foram criados no fim de 1963, o clima de radicalização já se generalizara. A imprensa também supervalorizava sua capacidade de ação, mas a verdade é que houve quem se inscrevesse apenas porque gostava de Brizola e nunca teve participação efetiva. No Sul, muitos achavam que iam ganhar terra, sementes. Teve gente que pôs até o nome de filhos pequenos nas fichas de inscrição."

O dossiê a que a CBN teve acesso disseca o manual de ação desses militantes e foi criado quando Brizola, eleito deputado federal pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) com 300 mil votos – até então, o mais votado da antiga Guanabara – ocupou quase que diariamente o microfone da Rádio Mayrink Veiga entre 1962 e 1963. A tradicional emissora do antigo Distrito Federal, existente desde 1926, funcionava como palanque para Brizola, que ali destilava inflamados discursos pela aprovação das reformas de base – pilar do governo João Goulart e que compreendiam da reforma fiscal à agrária, com a desapropriação de terras de grandes proprietários rurais. E garantia que elas seriam aprovadas, "na lei ou na marra", o que obviamente, era uma bravata, pois nunca Jango ou Brizola pretendeu, efetivamente, dissolver o Congresso Nacional.

A Mayrink Veiga estava tão identificada com o projeto político brizolista que uma cópia do documento assinado pelos integrantes de cada recém-criado Gr-11 deveria ser enviada para a emissora.

A militância da Mayrink Veiga provocou uma reação dos empresários de comunicação Roberto Marinho (Rádio Globo), Manoel Francisco Nascimento Brito (Rádio Jornal do Brasil) e João Calmon (Rádio Tupi): a criação da Rede da Democracia, uma cadeia radiofônica para combater a política do presidente Jango. Também selou sua sorte: a emissora foi fechada pelo presidente militar Castelo Branco um ano depois da queda de João Goulart.

O documento é composto de anexos que detalham o modus operandi dos Grupos de Onze. O primeiro deles tem cinco páginas dedicadas aos "companheiros nacionalistas", numa espécie de cartilha para a promoção e organização de um comando nacionalista. Na abertura, uma afirmação categórica de vitória: "A ideia de organização do povo em Comandos Nacionalistas (CN) ou em Grupos de Onze (Gr-11) está amplamente vitoriosa. Milhões e milhões de patriotas integram os Comandos Nacionalistas formados em todo o território pátrio: a palavra de ordem, organizados venceremos, penetrou na consciência de todos os nacionalistas brasileiros."

Para organizar um Gr-11, a primeira providência era a leitura e o estudo das instruções, "quantas vezes forem necessárias até uma segura compreensão dos fins e objetivos da organização."

 A etapa seguinte era "procurar os companheiros com os quais têm convivência e ligações de confiança". Vizinhos ou colegas de trabalho eram os mais indicados, e sempre em grupos reduzidos, de três ou quatro pessoas. Diante de receptividade para a ideia de organizar um Gr-11, "tal decisão significará um verdadeiro pacto de solidariedade e confiança entre os companheiros."

O objetivo era reunir 11 pessoas, mas as instruções reconhecem que arregimentar este contingente poderia ser um pouco difícil e estabelece que, com sete integrantes, a célula de militantes poderia começar a atuar. Ao alcançar este quorum mínimo, o grupo é fundado oficialmente e, depois da leitura do manual e do "exame da situação política e da crise econômica e social que estamos atravessando", é escolhido o dirigente do Gr-11; seu assistente – e eventual substituto – e o secretário-tesoureiro. "Tomadas estas decisões", prosseguem as instruções, "proceder à leitura solene, com todos os onze companheiros de pé, do texto da ata e da carta-testamento do presidente Getúlio Vargas."

Os integrantes devem assinar seus nomes logo abaixo da assinatura de Vargas e do seguinte texto:

 "O presidente Vargas sacrificou sua vida por nós. Nosso sacrifício não conhecerá limites para que o nosso povo, de que ele foi escravo, conquiste definitivamente sua libertação econômica e social." Entenda-se que a "libertação" passava por reforma agrária e fim da espoliação internacional.

A primeira reunião formal do grupo tinha objetivo bem burocrático: montar a estrutura do Gr-11. As funções estão bem detalhadas e cada integrante tem um papel específico (esta é a transcrição da descrição das tarefas):

Líder, dirigente ou comandante: representa, orienta e coordena as atividades do grupo, de acordo com as instruções partidárias e os objetivos da organização. Está previsto que seu mandato será a duração de um ano;

Assistente: prestar colaboração direta ao dirigente ou comandante do grupo, substituindo-o em seus impedimentos;

Secretário-tesoureiro: responsável pela gestão dos recursos financeiros e guarda de papéis e documentos (líder, assistente e secretário-tesoureiro formam a comissão executiva do Gr-11);

Comunicações: dois integrantes ficam encarregados das comunicações, que englobam a troca de informações entre os elementos do Gr-11, inclusive no caso de ser preciso avisar aos companheiros sobre a necessidade de esconderijo ou fuga;

Rádio-escuta: acompanhamento pelo rádio dos acontecimentos nacionais e locais;

Transporte: coordenação das possibilidades de transportes para os membros do grupo no caso de atos e concentrações públicas;

Propaganda: responsável por faixas, boletins, pichamentos, notícias para a imprensa;

Mobilização popular: contatos e ligações com o ambiente local, visando a formar um círculo de relações e colaboração em torno do grupo, principalmente para garantir o comparecimento em comícios ou outros atos públicos;

Informações: atribuição de fazer contatos e o levantamento de informações sobre a situação política e social, além de outros problemas que interessem o grupo. Também fica responsável pela organização partidária local;

Assistência médico-social: o companheiro deve ser, se possível, médico, enfermeiro ou assistente social, "ou no mínimo com alguma noção ou treinamento para prestar assistência ou orientação a todas as pessoas necessitadas no ambiente onde atuar o Comando Nacionalista (por exemplo, aplicar injeção, conseguir medicamentos, curativos de emergência)".

A proposta era criar sucessivos grupos de 11 integrantes até atingir 11 células com estas características, quando, como relata o documento, "seus onze líderes formarão um Gr-11-2, isto é, um grupo de onze de 2º. nível, reunindo um total de 121 companheiros."

Esta seria a matriz de multiplicação dos comandos nacionalistas: os 11 líderes escolheriam, entre si, um comandante de segundo nível, cuja responsabilidade seria a coordenação dos onze grupos; e os outros dez companheiros deste Gr-11-2 dariam apoio ao novo chefe. Mas nada de parar por aí, porque cada nova célula deveria perseguir sua clonagem ao infinito: "se num município, numa cidade, área ou bairro, se organizarem onze grupos de onze, portanto um Gr-11-2 e depois onze grupos de 2º. nível, teremos um total de 1.331 companheiros na organização, os quais serão orientados e dirigidos por um Gr-11-3, ou seja, um grupo de onze de 3º. nível, integrado pelos onze líderes dos grupos de 2º. nível."

As "recomendações gerais" sugerem que os Gr-11 deveriam ser integrados inicialmente por companheiros de "maior capacidade de direção e liderança". Os demais grupos seriam compostos por militantes de capacidade "aproximada ou igual". O documento frisa que o movimento recebe, de braços abertos, gente de todas as procedências: "No mesmo Gr-11 poderão estar um trabalhador da mais modesta atividade, ao lado de um médico; um trabalhador ou técnico especializado, um estudante, um agricultor, um intelectual, um motorista, ao lado de um camponês, um militar."

O contato com a liderança nacional era de responsabilidade de um delegado de ligação (DL); enquanto não chegavam novas instruções, cabia ao Gr-11 realizar reuniões para estreitar os laços entre seus militantes e analisar a conjuntura, além de buscar adesões em sua área de atuação. "Os companheiros devem estimular, particularmente, a formação de Gr-11 entre a mocidade e estudantes. É da maior significação esse ponto das presentes instruções. A nossa causa depende fundamentalmente do apoio e da integração dos jovens e das classes trabalhadoras."

Embora não fizesse restrições a analfabetos, a arquitetura dos Gr-11 praticamente ignorava uma militância integral das mulheres: "As companheiras integrantes do Movimento Feminino ou simpatizantes devem formar seus próprios Gr-11. Oportunamente serão enviadas instruções especiais sobre a estrutura desses grupos de companheiras."

O chamado Anexo C é composto de documentos de Leonel Brizola com o sugestivo título de "Subsídios para a Organização dos Comandos de Libertação Nacional". Tem oito seções, todas subdivididas num minucioso roteiro para a militância. E começa pelo nome a ser dado ao grupo. No capítulo "Denominação", há cinco sugestões, por ordem preferencial: Comandos de Libertação Nacional (Colina); Comando Revolucionário de Libertação Nacional (Corlin); Comando Revolucionário dos Onze (Cron); Comando de Libertação Brasileira (Colb); e Comando dos Onze Revolucionários (Core).

O capítulo seguinte é o da "Justificativa": "A palavra revolucionária, como é sabido, exerce poderosa atração nas pessoas entre 17 e 25 anos – fator que servirá à etapa de arregimentação". O documento aposta na força de atração do termo: "A sigla onde aparece a ideia de revolução pode, com maiores possibilidades, ser difundida com certo mistério e mística de clandestinidade, complementada por instruções secretas, senhas, códigos, símbolos etc...", diz o texto que exibe rudimentos de técnica de marketing e motivação.

Vitor Borges: "Os militares queriam saber como pretendíamos envenenar o reservatório de água e perguntavam onde estavam os sacos de veneno."

O gaúcho Vitor Borges de Melo, natural de Alegrete, cidade que fica a cerca de 500 quilômetros de Porto Alegre, é um bom exemplo de arregimentação de jovens que queriam um pouco de ação. "Eu e meus companheiros éramos simpatizantes de Brizola desde a Cadeia da Legalidade, em 1961. Eu já tinha me apresentado como voluntário nesta época. Depois passei a acompanhar os discursos na Rádio Mayrink Veiga e decidi entrar para o Grupo de Onze. Todos usavam nomes de guerra e o meu era Tavares." Aos 63 anos, embora seja citado como ex-integrante do Gr-11, Vitor na verdade só se lembra de ter participado de uma reunião. Mesmo assim ficou preso, incomunicável, por 31 dias. "Os militares queriam saber como pretendíamos envenenar o reservatório de água de Alegrete e perguntavam onde estavam os sacos de veneno. Não sei de onde tiraram isso, como é que faríamos uma coisa dessas?", lembra Vitor, hoje aposentado, filiado ao PTB e beneficiado, pela Lei da Anistia, com uma indenização de R$ 12 mil. Provavelmente, por só ter ido a uma reunião, Vitor não foi "iniciado" em todas as propostas de ação do movimento.

No dossiê, a delimitação de áreas de ação é meticulosa e pretende cobrir todo o território nacional. Do contingente inicial de 11 membros, a proposta é multiplicá-los de forma que um distrito tenha 11 unidades de 11 membros, contabilizando 121 almas. A província terá 22 distritos, ou 2.662 membros; e a região será composta por 11 ou mais províncias, com 29.282 membros. O documento divide o país em sete regiões, mas exclui a Região Norte, provavelmente por problemas de logística:

1ª. Região: Guanabara, Rio de Janeiro e Espírito Santo;

2ª. Região: Bahia e Sergipe;

3ª. Região: Minas Gerais;

4ª. Região: São Paulo e Paraná;

5ª. Região: Santa Catarina e Rio Grande do Sul;

6ª. Região: Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte;

7ª. Região: Ceará, Piauí, Maranhão e Fernando de Noronha.

A estrutura administrativa nacional também previa um organograma que contava com um comandante supremo (CS); dois inspetores regionais (IN); e oito conselheiros regionais (CR), uma elite de burocratas encarregados de escolher, nomear ou destituir as camadas inferiores de militantes. Mas, abaixo deles, também havia espaço para muita gente se acomodar.

O desenho da burocracia interna do poder é rico em categorias e deixaria qualquer analista de RH impressionado com o número de cargos. Sob a estrutura nacional, há estruturas administrativas regionais, provinciais e distritais, com direito a chefias, secretarias-executivas, assessorias e monitorias. Ao todo, são listados 32 cargos de alguma relevância – uma longa carreira que se descortinava para os aspirantes à militância.

Especialmente suculento é o capítulo sobre instruções gerais aos companheiros que quisessem organizar um Gr-11. Uma das principais preocupações diz respeito à seleção de indivíduos: "Procure conhecer bem as ideias políticas de cada uma das pessoas que você pretende convidar", ensina a cartilha, batendo na tecla da prudência: "Convide a pessoa para uma conversa reservada. Peça sigilo sobre o assunto. Procure certificar-se de que ela manteve sigilo. Mande alguém, seu conhecido, testá-la nesse pormenor."

A paranóia pela segurança se estende aos deveres dos dirigentes. Entre os dez itens listados, cinco dizem respeito ao controle da informação e dos membros do grupo: "manter severa vigilância em sua jurisdição para evitar infiltrações de inimigos entre os seus comandados"; "alternar, sempre, os locais de reuniões de seu grupo, fazendo as convocações sempre em código ou através de senhas"; "manter sob rigoroso controle os arquivos secretos e os dados sigilosos sobre a organização e seus membros"; "não discutir assuntos referentes aos planos dos Comandos de Libertação Nacional exceto com as pessoas autorizadas"; "procurar organizar em sua jurisdição um esquema de rápida mobilização popular para enfrentar golpistas, reacionários e grupos antipovo."

O código de segurança detalha os cuidados a serem adotados e a ordem é clara: desconfiar o tempo todo. Por isso o telefone fica banido na transmissão de mensagens. O militante também deve anotar tudo o que ouvir sobre a organização, especialmente quando partir de um "reacionário": "até as piadas têm sua importância. Não as despreze."

Os comandantes são instruídos a buscar subordinados para os Grupos de Onze que sejam "os autênticos e verdadeiros revolucionários, os destemerosos da própria morte."

Os comandantes regionais, devido à sua importância na estrutura do movimento, recebem instruções secretas que só devem ser compartilhadas com os companheiros do Grupo de Onze "com as devidas cautelas e ressalvas". O filé mignon da pregação revolucionária brizolista se encontra no Anexo D, cuja abertura tem o pomposo título "Preâmbulo Ultra-secreto" e determina que "só os fortes e intemeratos podem intentar a salvação do Brasil das garras do capitalismo internacional e de seus aliados internos. Quem for fraco ainda terá tempo de recuar ante a responsabilidade que terá que assumir com o conhecimento pleno destas instruções."

Os comandantes são instruídos a buscar subordinados para os Grupos de Onze que sejam "os autênticos e verdadeiros revolucionários, os destemerosos da própria morte, os que colocam a Pátria e nossos ideais acima de tudo e de todos." E a recomendação seguinte é evitar arregimentar parentes ou amigos íntimos.

Findo o preâmbulo, as instruções secretas têm dez seções. A primeira, sobre os objetivos, volta a pregar a importância do Gr-11 como a "vanguarda avançada" do movimento e compara esta célula à Guarda Vermelha da Revolução Socialista de 1917. Por ser revolucionária, ela não precisa prestar contas dos seus atos: "Não nos poderemos deter à procura de justificativas acadêmicas para atos que possam vir a ser considerados, pela reação e pelos companheiros sentimentalistas, agressivos demais ou até mesmo injustificados." Sem sombra de dúvida, os fins justificam os meios.

O quesito seguinte, que tem o título genérico de "Observações", descreve o que seria uma espécie de estado de espírito permanente dos participantes: "Os Grupos dos Onze Companheiros, como vanguardeiros da libertação nacional, terão que se preparar devidamente (...) devendo considerar-se, desde já, em REVOLUÇÃO PERMANENTE e OSTENSIVA." A revolução cubana vitoriosa de Fidel Castro é a principal referência: "A condição de militantes dos gloriosos Gr-11 traz consigo enormes responsabilidades e, por isso, embora para formação inicial de nossas unidades não seja condição sine qua o conhecimento da técnica propriamente militar, torna-se absolutamente necessário o da técnica de guerrilhas e a leitura, entre outras importantes publicações, do folheto cubano a respeito daquele mister."

No terceiro capítulo, sobre a ação preliminar, os companheiros são instados a tentar conseguir o quanto antes armamentos para o "Momento Supremo". E a lista contempla desde espingardas a pistolas e metralhadoras. Com um lembrete: "Não esquecer os preciosos coquetéis Molotov e outros tipos de bombas incendiárias, até mesmo estopa e panos embebidos em óleo ou gasolina." A instrução reconhece a escassez de armas no movimento, mas conta com aliados militares (segundo o documento, "que possuímos em toda as Forças Armadas") e garante ter o apoio da população rural. "Os camponeses virão destruindo e queimando as plantações, engenhos, celeiros e armazéns."

O descolamento entre propostas e realidade é flagrante, mas não diminui o grau de virulência da ação que, pelo menos em tese, seria desencadeada pelos Grupos de Onze. Juarez Santos Alves, de 61 anos, é contemporâneo e até hoje amigo de Vitor Borges de Melo. O pai, dono de farmácia, e o tio, militar, eram militantes do PCB (Partido Comunista Brasileiro) e foram sua inspiração. No entanto, no que diz respeito à sua passagem pelo Grupo de Onze, a monotonia imperava. "Considero mais um grupo poético, porque nunca demos um passo além das reuniões. Falava-se em tomar o quartel, mas como é que iríamos resistir se no máximo tínhamos armas pessoais ou de caça?", rememora Juarez, que depois ingressou na Vanguarda Popular Revolucionária. Preso e torturado, foi beneficiado com uma indenização de R$ 100 mil.

A cartilha de ação inclui escudos humanos, saques e incêndios de edifícios públicos e empresas particulares, além da difusão de notícias falsas.

Em centros urbanos, a tática adotada será assumidamente a de guerra suja, com a utilização de escudos civis, principalmente mulheres e crianças. "Nas cidades, os companheiros (...) incitarão a opinião pública com gritos e frases patrióticas, procurando levantar a bandeira das mais sentidas reivindicações populares, devendo, para a vitória desta tática, atrair o maior número de mulheres e crianças para a frente da massa popular." Agitação é a palavra de ordem, com direito a depredação de estabelecimentos comerciais, saques e incêndios de edifícios públicos e de empresas particulares. Também estão incluídos ataques a centrais telefônicas, emissoras de rádio e TV. O objetivo? "Com as autoridades policiais e militares totalmente desorientadas, estaremos, nesse momento, a um passo da tomada efetiva do Poder-Nação."

Sobre a tática geral da guerrilha nacional, tema do item quatro, a ênfase recai na guerra de informação. Depois de a autodenominada ação revolucionária ter provocado o caos, o passo seguinte seria cortar a comunicação entre as cidades e divulgar apenas o que interessasse ao movimento. "Difundindo-se notícias falsas, tendenciosas e inteiramente favoráveis aos nossos Gr-11 e aos nossos planos, com interceptação de comunicações telefônicas isolamento das cidades e de seus meios de comunicação."

Em "O porquê da revolução nacional libertadora", a explicação de cartilha revolucionária: a exploração do capital monopolista estrangeiro, principalmente americano; e a estrutura agrária baseada na concentração latifundiária. No capítulo sobre "o aliado comunista", não resta dúvida de que Brizola não via o Partido Comunista Brasileiro (PCB) com a menor simpatia. "Devemos ter sempre presente que o comunista é nosso principal aliado mas, embora alardeie o Partido Comunista ter forças para fazer a Revolução Libertadora, o PCB nada mais é que um movimento dividido em várias frentes internas em luta aberta entre si pelo poder absoluto e pela vitória de uma das facções em que se fragmentou." E continua, aumentando o tom da crítica: "São fracos e aburguesados esses camaradas chefiados pelos que veem, em Moscou, o único sol que poderá guiar o proletariado mundial à libertação internacional. Fogem à luta como fogem à realidade e não perderão nada se a situação nacional perdurar por muitos anos ainda."

"No caso de derrota do nosso movimento, os reféns deverão ser sumária e imediatamente fuzilados."

O trecho mais chocante das instruções secretas aos comandantes diz respeito à guarda e ao julgamento dos prisioneiros. Para esta tarefa, a orientação é clara: "Deverão ser escolhidos companheiros de condições humildes mas, entretanto, de férreas e arraigadas condições de ódio aos poderosos e aos ricos". Além da prisão, está previsto o julgamento sumário de oponentes ao movimento, onde se incluem autoridades públicas, políticos e personalidades. "No caso de derrota do nosso movimento, o que é improvável, mas não impossível (...) e esta é uma informação para uso somente de alguns companheiros de absoluta e máxima confiança, os reféns deverão ser sumária e imediatamente fuzilados, a fim de que não denunciem seus aprisionadores e não lutem, posteriormente, para sua condenação e destruição."

Para o professor Jorge Ferreira, entre 1961 e 1964 houve uma profunda mudança nos interesses que alimentavam a correlação de forças entre militares, partidos políticos e sociedade. "Em agosto de 1961", diz ele, "quando Jânio Quadros renuncia, os militares deram um golpe que foi rechaçado pelo Congresso, pelos partidos e pelas entidades civis. Os grupos progressistas e legalistas venceram. O grande líder da "Campanha da Legalidade", que permitiu que Jango assumisse, ainda que como Primeiro-Ministro e não Presidente da República, foi Brizola.

A sociedade brasileira não queria romper com o processo democrático." O período parlamentarista manteve o equilíbrio, ainda que precário, entre essas correntes. Jango sabia que precisava de maioria no Congresso ou não governaria, mas o plebiscito que lhe devolveu o presidencialismo acabou dando outro rumo aos acontecimentos, como afirma Ferreira: "a Frente de Mobilização Popular, encabeçada por Brizola, havia unificado praticamente todas as esquerdas, englobando o Comando Geral dos Trabalhadores, Ligas Camponesas, UNE, Ação Popular, a esquerda do Partido Socialista Brasileiro, a esquerda mais radical do PCB, os movimentos de sargentos e marinheiros. E a exigência dessas esquerdas era o rompimento com o PSD (Partido Social Democrático), a convocação de Assembleia Nacional Constituinte e o questionamento das instituições liberais vigentes. É quando se estabelece o confronto."

O Grupo dos Onze é sufocado e abortado na origem, pelo contragolpe de 1964, e pelo exílio de Brizola no Uruguai durante a ditadura militar.

CONVOCAÇÃO DO SUBOFICIAL DA MARINHA




Atenção à convocação do Suboficial da Marinha, Peter Costa.



 
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DESABAFO COM ARGUMENTOS DE EDSON SANTOS




Prezado Radialista Jorge Luiz (Rádio Globo)

 

Meu nome é Edson, fui da FAB, com muito orgulho, a qual fui aprovado e classificado entre as 500 vagas existentes na EEAer entre 20.000 concorrentes em Concurso de âmbito Nacional.

Na ativa, em função de minha especialidade, sempre trabalhei em aeroportos, em proteção ao vôo, portanto não era combatente e nunca peguei em armas.

 

Mas, fico muito magoado com você, que já não é mais nenhuma criança e, tal como eu, já chegou a casa dos 60, com toda a certeza.

 

Meu caro leia os jornais e revistas do ano de 1963 e do início de 1964 e conheça a verdadeira história do Brasil.

 

João Goulart e seu cunhado Brizola, que era quem manobrava tudo, queriam fazer do Brasil um sistema de governo igual ao de Cuba.

O próprio povo, a Igreja, a Maçonaria, a Imprensa escrita e falada (leia as declarações de seu ex-chefe Roberto Marinho, na ocasião).

 

Veja quantas pessoas (militares, policiais e civis) o covarde e desertor Lamarca matou, inclusive uma das coisas que ele mais gostava era cortar as orelhas dos seus prisioneiros.

 

Veja o que ele e seus seguidores fizeram quando invadiram o Quartel do Exército em Caçapava-SP, quando fuzilaram covardemente toda a guarda.

Ainda bem que o Coronel Cerqueira (Exército) o perseguiu (Lamarca) e seu bando de terroristas até o interior da Bahia e acabou com todos, caso contrário hoje, ele o desertor e covarde Lamarca, seria até Ministro da Defesa.

 

Lembro-me em 1965, adolescente, ainda, estava na Rua Cardoso de Morais, entre Ramos e Bonsucesso, com o meu tio e subitamente aquele alvoroço em frente ao Banco Nacional, cercaram a rua e o Banco.

Sabe quem eram?

Terroristas armados, que comandados por essa senhora que você sabe muito bem quem é,  assaltaram o Banco.

E foram muitos bancos assaltados no eixo RJ/SP.

Várias vezes com mortes de funcionários.

 

E a mansão do Adhemar de Barros, em Santa Tereza, onde essa senhora juntamente com o Carlos Minc, assaltaram o cofre do Adhemar de Barros contendo milhares de dolares.

Segundo foi dito, esse dinheiro era para financiar esse grande projeto, comprar armas e pagar os treinamentos que os terroristas fariam em Cuba.

 

Ah! Então está justificado !!!

Você ouviu falar da Dina e do Oswaldão?

 

Eram os maiores terroristas na ocasião com cursos de guerrilhas na China e na URSS, que construíram uma fortaleza no meio da Selva no Pará e lá se concentravam (chamavam da guerrilha do Araguaia).

A Dina foi a pessoa mais malvada que já existiu.

 

Quando ela capturava um militar do Exército ou um camponês da região que tenha dado alguma informação para algum militar do Exército, as torturas prediletas dela era castrar seus prisioneiros com alicates e depois jogá-los em um formigueiro e para terminar, jogavam os pobres coitados no Rio Tocantins ou no Rio Araguaia para as Piranhas comerem.

 

O Exército quando ficou sabendo da posição estratégica desse quartel dos terroristas, construiu 3 (três) BIS (Batalhão e Infantaria de Selva):

 

- Um em Marabá-PA, outro em Itaituba-PA e o último em Altamira-PA.

 

Era como se fossem um triângulo equilátero e no meio estava o Quartel desses terroristas.

Graças a Deus o E.B. acabou com a Dina, o Oswaldão e seus comandados tudo em combate direto (era uma guerra).

Se o Oswaldão ou a Dina estivessem vivos, hoje seriam Ministros, Senadores ou Deputados Federais pelo PT ou PC do B, concorda?

 

Lembro-me na década de 70, eu andava a noite tranquilamente pela Av. Rio Branco, com a minha namorada que mais tarde tornou-se minha esposa, assistia a Sessão das 21h do Odeon, do Palácio ou do Metro Passeio e quando saíamos do cinema, após às 23h, íamos beber um choppinho no Bar Amarelinho ali mesmo na Cinelândia e, lá permanecíamos até as 02:00h da madrugada.

Na volta caminhávamos normalmente até a Av. Nilo Peçanha, no Castelo, e pegávamos o ônibus de retorno para a Ilha do Governador.

Tudo isso na maior segurança, não havia um assalto.

 

Havia patrulha por toda a cidade, da P.E. (E.B.), da P.A. (FAB), dos Fuzileiros Navais (SP) e da P.M. (os conhecidos Cosme e Damião).

 

Jorge Luiz, Direitos Humanos é somente para Trabalhador ou para o verdadeiro Estudante.

Traficante, Estrupador, Latrocidas e Agitadores que colocam fogo em ônibus, quebram vidraças dos Bancos, das Lojas e depois assaltam ( são todos da esquerda). Merecem Pena de Morte independentemente da idade.......

Veja o que fizeram covardemente com o seu colega na semana passada?

Tenho certeza que daqui a pouco tempo os dois assassinos (já possuem passagens pela polícia por tráfico, assaltos, etc) estarão soltos.

 

Diga-me uma coisa:

Cite uma obra de vulto que esse desgoverno do PT e do PC do B, que você chama de Democracia fizeram nesses mais de 10 anos de "governo"?

Essas bolsas nojentas e cotas em troca de votos, não valem.

Só roubo, desvios de verbas e corrupção, concordas ou não?

 

Quem tem dignidade trabalha ou estuda de verdade e não se submete a essas cotas nocivas em troca de votos.

Nunca ouvi você falar nas construções das grandes Hidrelétricas, Refinarias, Estradas, Ponte Rio-Niterói, etc..feitas durante o Governo Militar.

 

As estradas, caro Jorge Luiz, todas eram feitas pelo B.E.C. (Batalhão de Engenharia e Construção do E.B., sabias?).

Hoje em dia nós temos aqui em nosso País LIBERTINAGEM, não confunda isso com DEMOCRACIA.

 

Veja as fachadas dos Bancos na cidade, todas protegidas por madeira.

MST, PT, PC do B e seus seguidores isso tudo são cambadas de agitadores financiados pela esquerda, que matam covardemente, colocam fogo em ônibus, etc.

Isso é Democracia, Jorge Luiz?

 

A Favela do Barbante, no Galeão, foi criação da Benedita, quando ela ainda era vereadora, descobriu que aquele morro não pertencia à FAB e sim ao Ministério da Justiça, loteou o mesmo e com isso conseguiu se eleger Deputada Federal.

 

Diga um projeto que ela tenha feito durante todos esses anos.

E o Lulinha, Jorge Luiz, que de simples guia do Zôo de SP, tornou-se um dos maiores empresários do País, grande fazendeiro, proprietário da Friboi, etc...etc.....

O Lula de pobre passou a ser um dos maiores milionários do País.

O PT perdoou os países africanos governados por ditadores que deviam ao Brasil, isso pode?

Claro que não!

 

O Lula emprestou 1,5 Bilhão para o Hugo Chaves às custas do BNDES, depois mais 500 milhões para o Fidel, mandou 50 ônibus monoblocos de graça para Cuba, isso pode?

 

Essa senhora já mandou mais de 1 bilhão para o Fidel e acabou de inaugurar um moderno Porto em Havana todo financiado pelo Brasil (BNDES), cujo valor gasto beirou a 1,5 Bilhão.E isso pode, Jorge Luiz?

 

Porque você não fala isso em seu programa?

Não é democracia? Não é liberdade de expressão que você e outros tanto elogiam esse "governo"?

Fome zero!

Isso é piada! Não existe!

Já subiste no Complexo do Alemão?

Então dê uma chegada lá e, também em outras Favelas, verás menores de idade, a partir de 14 anos armados, fumando, bebendo, trabalhando para o tráfico por R$300,00 por semana.

Jorge Luiz, sou Engenheiro Eletricista formado pela UFRJ e Engenheiro de Segurança do Trabalho Sênior formado pela UFF, com muito orgulho, por concurso público e passei com boas notas, graças a base que eu tinha da Escola Militar onde estudei.

Meu pai era trabalhador e mesmo com um salário baixo, conseguiu educar seus cinco filhos.

Todos nós estudamos em Colégios Públicos, Jorge Luiz.

Tínhamos respeito para com todos os Professores.

Hoje em dia nas Escolas Públicas de 1º e 2º graus é proibido reprovar e se o professor no dia da prova não deixar o "aluno" colar levam PORRADA desse aluno (não estou generalizando).

 

Outro dia presenciei um aluno de 7ª série, que mal sabia assinar o seu nome e não sabia fazer uma conta de somar, é mole?

Mas, pra que, Jorge Luiz, o Lula mal fez o 3º ano primário, nunca trabalhou, pois ficou o tempo todo dentro do Sindicato no ABC Paulista, agitando a galera e incentivando os trabalhadores a fazerem greves (engraçado hoje em dia ele é contrário às greves e, durante o Governo Militar ele era conhecido como BOI e era agente duplo do DOI-CODI, sabias?).

 

Pra que estudar se o  nosso ex-mandatário é semi-analfabeto, chegou a Deputado Federal e depois de quatro tentativas a Presidente da República e atualmente é milionário, pra que estudar?

 

Governo do Proletariado e Governo Comunista no Brasil é só para achacar os idiotas da mediocridade (já dizia o grande dramaturgo Nelson Rodrigues), analfabetos (a nossa taxa cresceu assustadoramente nesses últimos 14 anos).

Cadê os nossos Hospitais e nossas Escolas Públicas, Jorge Luiz?

 

Mas, logicamente que esse "governo" do PT/PC do B, não vai investir na EDUCAÇÃO, senão o POVO vai ficar esperto e não votará mais no PT, no  seu grande aliado PC do B e, também em seus seguidores.

Como falei acima, dê uma chegada nas comunidades e verás um monte de meninas entre 13 e 17 anos grávidas e, a partir dos 16, já recebem bolsas, que nós pagamos.

Um moleque marginal de 15 e 16 anos que trabalham para o tráfico tem de 2 a 3 filhos no morro com mulheres diferentes, pode isso?

 

Qual será o futuro dessas crianças, Jorge Luiz?

O "governo" revanchista do PT/PC do B, acabaram com as nossas Forças Armadas.

 

Um Major Aviador, piloto de caça, por exemplo, recebe a metade do salário de um Ascensorista da Câmara dos Deputados (eles não tem nem o 1º grau e recebem cerca de R$15.000,00, pode isso, Jorge Luiz?

 

A demanda nas FFAA está altíssima; todos saindo em busca de melhores salários, por isso estudam e são aprovados em concursos públicos.

Os aviadores pedem baixa e rumam para aviação civil dentro ou fora do país.

Ano passado a debandada nas FFAA de Tenente até Major e de 3º e 2º Sgtos, foram de mais de 300 militares.

A nossa PM e Polícia Civil está sem moral, pois nada podem fazer contra esses vagabundos e agitadores, pois o PT e os "Direitos Humanos" os apoiam!

Jorge Luiz, as últimas obras e melhorias em todas as Universidades Federais do país foram feitas ainda no Governo Militar quando o Coronel Jarbas Passarinho era Ministro da Educação e Cultura.

Aí você vai estranhar e perguntar:

- Um Coronel do Exército Ministro da Educação!?

 

O Cel. Jarbas Passarinho era diplomado em Matemática e Física e tinha Mestrado e Doutorado em Recursos Humanos, sabias?

 

Mesma coisa o Coronel Mário Andreazza que era Ministro dos Transportes na ocasião da construção da Ponte Rio/Niterói.

No aniversário de 35 anos de inauguração da Ponte, em 2009, fui a um Coquetel lá no IME, convidado por um amigo meu ,engenheiro.

À noite os Deputados do PT e do PC do B, não tinham nada pra falar e falaram besteiras:

 

-Disseram, os Militares vivem falando que a maioria dos Ministros do Presidente Lula não possuem o 2º grau (o que é verdade), mas o responsável pela a construção da Ponte era um simples Coronel do Exército.

Como se um Coronel fosse um qualquer, como a grande maioria dos políticos do PT e do PC do B o são!

 

E levaram a seguinte resposta:

- Caros políticos do PT e do PC do B esse Coronel que vocês se referem e, que na ocasião era Ministro dos Transportes, era diplomado e formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), era Engenheiro Civil formado por uma das maiores Universidades de Engenharia da América Latina, ou seja: IME (Instituto Militar de Engenharia) era MsC (Mestrado em Engenharia Civil pelo IME) e, também PHD/DsC em Mecânica dos Solos e Cálculo Estrutural pela Universidade de Birminghan na Inglaterra.

 

Eles ao ouvirem isso colocaram a lingua deles naquele lugar.

 

Engraçado, quando o Coronel Mário Andreazza faleceu, já era viúvo, deixou apenas um Apto. de dois quartos, que tinha na Zona Sul, além de seu soldo, para a sua única filha.

Seus colegas do Exército pagaram o translado de seu corpo para a sua cidade natal, no Rio Grande do Sul, onde foi enterrado.

Se fosse hoje em dia seria a farra em aviões fretados tudo às custas do povo.

 

Meu caro Jorge Luiz me aponte um General, um Coronel, um Capitão ou algum sargento que tenham enriquecido durante o Governo Militar?

Procure saber da verdade, pois essa "Comissão da Verdade" é uma pura brincadeira de revanchistas.

 

Porque eles não apuram os crimes e as torturas feitas pelo Lamarca, pela Dina e pelo Oswaldão?

 

Engraçado, o Lula inventou um salário mensal astronômico, de "Perseguidos Políticos" onde ele, essa senhora e um monte de políticos do PT e do PC do B se incluíram e, quem paga tudo isso somos nós, o Povo Trabalhador Brasileiro que pagamos Impostos, ao contrário deles, que são isentos.

 

Pergunto agora:

E os coitados dos militares e civis que foram mortos pelos terroristas recebem o quê?

Os coitados dos militares, suas mães, esposas ou filhas o pequeno soldo defasado e os civis somente sua dependente direta (esposa) recebem um simples salário mínimo.

 

Isso, meu caro Jorge Luiz é Democracia?

 

Por favor, pare de fazer esse tipo de propagandas enganosas, pois só nos faz pensar, nós conhecedores da verdade, que você só pode estar de acordo com esse DESGOVERNO.

Fui seu ouvinte durante muitos anos e confesso que perdestes mais de 80% de seus ouvintes da classe média a qual me incluo e da classe alta.

Também muitas pessoas simples, com dignidade, embora aposentadas, recebendo uma ninharia mensal do INSS,  continuam trabalhando dignamente e se negam a receber essas BOLSAS- -ESMOLAS, sentem saudades do tempo em que podíamos andar nas ruas a qualquer hora do dia ou da noite, pois a Polícia tinha moral e todos nós tínhamos segurança.

 

Frequentei o Maracanã lotado com mais de 120.000 pessoas e não havia uma briga.

Naquele tempo além da PM, tínhamos a PE e os Fuzileiros Navais que eram responsáveis pela nossa segurança.

Eu admiro muito o radialista Roberto Canázio, pois não tem receio em dizer a verdade nem tampouco de perder o seu emprego.

Maioridade urgente penal a partir dos 14 anos inclusive, penas de morte para latrocínios, crimes intencional, estupradores e traficantes.

Prisão perpétua para outros tipos de crimes.

 

Porque Cingapura que era pior do que o Brasil, hoje é considerado um país do 1º mundo?

Porque mudou totalmente o seu estilo de vida.

Lá não há mais espaço para corruptos, latrocínios, estupradores e traficantes.

Porque  não acontece no Japão, na China e em outros países do 1º mundo tudo isso que acontece no Brasil atual?

 

Na Inglaterra a idade mínima penal é a partir dos 12 anos, sabias?

Eu, já fui assaltado a mão armada 4 (quatro) vezes e, em 3 (três) delas por MENORES de IDADE.

Em duas vezes fiquei sem o meu carro. Um Passat que nunca mais recuperei e um Fuscão que recuperei após uma semana todo depenado, isso sem falar de todo o meu dinheiro, relógio e tênis que me levaram, me deixando a pé (descalço).

Supondo, que eu estivesse armado e atirasse em algum desses malfeitores?

Imediatamente os Direitos Humanos da criança e do adolescente viriam atrás de mim e, por conseguinte, com certeza absoluta, eu seria preso.

Esse é o governo da Democracia e da Liberdade de Expressão que você tanto admira e fala em seu programa, mas você e muitos outros radialistas não criticam de maneira nenhuma essa atual forma de desgoverno, certo?

 

Parabéns ao Gélsio Cunha, que faz parte do Programa do Antonio Carlos, pelas verdades que falou hoje de manhã.

Falsificações de diplomas do ex-ministro da Saúde, dessa senhora, tudo foi descoberto, mas ninguém fala!

 

Ora, então aonde está a liberdade de expressão e a democracia que você elogia abertamente como qualidade desse "governo"?

 

Apesar de tudo, mudei de ideia e, sempre que estiver sem sono ou fazendo algum trabalho de engenharia durante a madrugada, ouvirei o seu programa, mas é uma pena que pessoas que por um motivo qualquer não tenham tido melhor sorte nos estudos e não tenham realmente o conhecimento da verdade ouçam propagandas negativas do governo militar e elogios enganosos deste desgoverno do PT, PC do B e seus seguidores.

 

 

Atenciosamente,

 

Edson Santos

Engº Eletricista/UFRJ

Engº de Segurança do Trabalho Sênior/UFF