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sexta-feira, 21 de março de 2014

Circular Reservada de Castello Branco



A reativa Marcha da Família ocorreu no dia 19 de Março de 1964.

Nesse contexto, um dos mais respeitados Generais quatro-estrelas era Humberto de Alencar Castello Branco.




Estava há menos de 1 ano na chefia do Estado-Maior do Exército. Comandava o 6º andar do prédio do Ministério da Guerra, no centro do Rio de Janeiro.

Como já vimos aqui, o Ministro da Guerra Jair Dantas Ribeiro, apoiava e Jango e foi cumprimentá-lo na saída do Comício do dia 13. Isso deixou Castello estarrecido !

No dia 20 de Março de 1964, uma semana após o Comício, Castello distribuiu aos seus comandados no Estado-Maior uma Circular Reservada, onde atacava o grupamento pseudossindical, acusando-o de antipátria, antinação e antipovo, e pedia aos subordinados para perseverar, sempre dentro dos limites da lei.

Essa Circular era um exercício em torno da reação legalista. No entanto, mesmo com o prestígio da assinatura, o documento não sacudiu aquele segmento da oficialidade que vive na ordem e disciplina.

Obviamente uma cópia dessa circular chegou aos generais do "dispositivo" e a cabeça de Castello ficou a prêmio. Jango decidiu que o demitiria.


Veja abaixo a íntegra da Circular Reservada:


CIRCULAR RESERVADA DO CHEFE DE ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO,  GEN. CASTELLO BRANCO 

Ministério da Guerra

Estado-Maior do Exército

Rio, 20 de Março de 1964 

Do Gen. Ex. Humberto de Alencar Castello Branco, Chefe do Estado-Maior do Exército. 

Aos Exmos. Generais e demais Militares do Estado-Maior do Exército e das organizações subordinadas 

Compreendendo a intranquilidade e as indagações de meus subordinados nos dias subsequentes ao comício de 13 do corrente mês. Sei que não se expressam somente no Estado-Maior do Exército e nos setores que lhe são dependentes, mas também na tropa, nas demais organizações e nas duas outras corporações militares. Delas participo e elas já foram motivo de uma conferência minha com o Excelentíssimo Senhor Ministro da Guerra. 

São evidentes duas ameaças: o advento de uma constituinte como caminho para a consecução das reformas de base e o desencadeamento em maior escala de agitações generalizadas do ilegal poder do CGT. As Forças Armadas são invocadas em apoio a tais propósitos. 

Para o entendimento do assunto, há necessidade de algumas considerações preliminares.

Os meios militares nacionais e permanentes não são propriamente para defender programas de Governo, muito menos a sua propaganda, mas para garantir os poderes constitucionais, o seu funcionamento e a aplicação da lei. 

Não estão instituídos para declararem solidariedade a este ou àquele poder. Se lhes fosse permitida a faculdade de solidarizarem-se com programas, movimentos políticos ou detentores de altos cargos, haveria, necessariamente, o direito de também se oporem a uns e a outros. 

Relativamente à doutrina que admite o seu emprego como força de pressão contra um dos poderes, é lógico que também seria admissível voltá-la contra qualquer um deles. 

Não sendo milícia, as Forças Armadas não são armas para empreendimentos antidemocráticos. Destinam-se a garantir os poderes constitucionais e a sua coexistência. 

A ambicionada constituinte é um objetivo revolucionário pela violência com o fechamento do atual Congresso e a instituição de uma ditadura. 

A insurreição é um recurso legítimo de um povo. Pode-se perguntar: o povo brasileiro está pedindo ditadura militar ou civil e constituinte? Parece que ainda não. 

Entrarem as Forças Armadas numa revolução para entregar o Brasil a um grupo que quer dominá-lo para mandar e desmandar e mesmo para gozar o poder? Para garantir a plenitude do grupamento pseudo-sindical, cuja cúpula vive na agitação subversiva cada vez mais onerosa aos cofres públicos? Para talvez submeter à Nação ao comunismo de Moscou? Isto, sim, é que seria anti-pátria, anti-nação e anti-povo.

 Não. As Forças Armadas não podem atraiçoar o Brasil. Defender privilégios de classes ricas está na mesma linha anti-democrática de servir a ditaduras fascistas ou síndico-comunistas. 

O CGT anuncia que vai promover a paralisação do País no quadro do esquema revolucionário. Estará configurada provavelmente uma calamidade pública. E há quem deseje que as Forças Armadas fiquem omissas ou caudatárias do comando da subversão. 

Parece que nem uma coisa nem outra. E, sim, garantir a aplicação da lei, que não permite, por ilegal, movimento de tamanha gravidade para a vida da nação. 

Tratei da situação política somente para caracterizar a nossa conduta militar. Os quadros das Forças Armadas têm tido um comportamento, além de legal, de elevada compreensão em face das dificuldades e desvios próprios do estágio atual da evolução do Brasil. E mantidos, como é de seu dever, fieis à vida profissional, à sua destinação e com continuado respeito a seus chefes e à autoridade do Presidente da República. 

É preciso aí perseverar, sempre "dentro dos limites da lei". Estar prontos para a defesa da legalidade, a saber, pelo funcionamento integral dos três Poderes constitucionais e pela aplicação das leis, inclusive as que asseguram o processo eleitoral, e contra a revolução para a ditadura e a Constituinte, contra a calamidade pública, a ser promovida pelo CGT, e contra o desvirtuamento do papel histórico das Forças Armadas. O Excelentíssimo Senhor Ministro da Guerra tem declarado que assegurará o respeito ao Congresso, às eleições e à posse do candidato eleito. E já declarou também que não haverá documentos dos ministros militares de pressão sobre o Congresso Nacional. 

É o que eu tenho a dizer em consideração à intranquilidade e indagações oriundas da atual situação política e a respeito da decorrente conduta militar.” 

General-de-Exército Humberto de Alencar Castelo Branco, Chefe do Estado-Maior do Exército.

 

 

quarta-feira, 19 de março de 2014

19 DE MARÇO DE 1964 - MARCHA DA FAMÍLIA



50 Anos da  " Marcha da Família com Deus pela Liberdade ".

Hoje, 19 de Março.



 
 
 




Assista a esse vídeo. Serve para entender um pouco o que foi a Marcha.






Veja o Link da Capa do Jornal Folha de S.Paulo, 2ª Edição  -  Tarde de 19 de Março de 1964:

http://acervo.folha.com.br/fsp/1964/03/19/437//4447861

Marcha da Família e candidatura de Carvalho Pinto




Em 19 de Março de 1964, o Dia da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, traz a notícia de que, num encontro realizado ontem, 18 de Março, entre os Governadores de Minas Gerais, Magalhães Pinto, Nei Braga, do Paraná e o ex-Ministro da Fazenda Carvalho Pinto, houve a sondagem de uma possível candidatura de CP à Presidência da República.

Carvalho Pinto não excluiu a possibilidade.




Nei Braga disse em sua partida, ao ex-Ministro, que seu avião " está às ordens para a campanha ".


Veja o Link da Capa do Jornal Folha de S.Paulo, 1º Caderno de 19 de Março de 1964:


http://acervo.folha.com.br/fsp/1964/03/19/2//4447821

terça-feira, 18 de março de 2014

Disseminação da Pior Esquerda




Assista para começar a entender o planejamento de como a má esquerda pretendia e pretende funcionar.


Talvez um dia Karl Marx tenha dito que " a religião é o ópio do povo ".


Vamos mudar isso.


Que tal " a informação e a leitura precisam ser o ópio do povo ".


A única solução é o interesse pela INFORMAÇÃO.

INFORMAÇÃO gera necessidade de QUESTIONAMENTO.

QUESTIONAMENTO nos faz sair da INÉRCIA.

Sair da INÉRCIA, é MANIFESTAR-SE.

MANISFESTAR-SE, de alguma FORMA,  QUALQUER UMA ...




 
 
 
Vale a pena  !!!

segunda-feira, 17 de março de 2014

VÉSPERA DA MARCHA DA FAMÍLIA DE 1964



O comício da Central do Brasil, no dia 13 de Março, gerou uma reação:

" A Marcha da Família com Deus pela Liberdade "

Que foi realizada no dia 19 de Março de 1964.

Amanhã, essa manifestação completa 50 anos !


 
 



Haverá uma reedição dessa Marcha no próximo dia 22 de Março, às 15h, em diversas capitais do país.

Em São Paulo, a saída está programada para as 15h, na Praça Campo de Bagatelle.


Veja e Assista ao Link:


http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1426175-organizadores-da-nova-marcha-pela-familia-pedem-retorno-dos-militares.shtml

 

domingo, 16 de março de 2014

Informação Importante - Dinheiro Público



Uma informação importante...

A família de João Goulart quer esclarecer a causa da morte do presidente deposto em 1964.

Morte ocorrida em 1976, na Argentina, sendo que, à época não fora realizada a necrópsia, o que já teria resolvido essa questão, não mais pairasse dúvidas e, muito menos especulações.

A exumação do corpo foi realizada a pedido da família de Jango, em Novembro de 2013, onde a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República coordenou uma equipe de 15 pessoas que não foram remuneradas pelos trabalhos de coleta de material no cemitério em São Borja - RS, nem de análise, que ainda está em curso  -  não há prazo para a divulgação do laudo -.




Ainda assim, as despesas com a equipe técnica consumiram R$ 98.991,75, com equipamentos, transporte, hospedagem e alimentação.
Até hoje, esses custos não haviam sido divulgados.

O valor ainda não inclui o evento em que a presidente Dilma reuniu três ex-presidentes para receber os restos mortais de Jango.

No dia da exumação, a ministra Maria do Rosário ( Direitos Humanos ) foi questionada sobre o montante gasto e declarou o seguinte:

" custa menos do que uma ditadura, porque essa custou vidas, exílio, significou a morte ".

Para a ministra, a exumação de Jango " é uma missão de Estado ".

E então, o que você acha ?!

quinta-feira, 13 de março de 2014

IMAGENS DO COMÍCIO



Imagens do Comício das Reformas:








 
LEONEL BRIZOLA E MIGUEL ARRAES
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O PRESIDENTE NO PALANQUE